- O Ministério Público Federal denunciou Bruno Alexssander Souza Silva, o “Buzeira”, Rodrigo de Paula Morgado (chamado de “contador do PCC”), Nickolas Tadeu Ribeiro de Campos (“Rei das Bets”) e mais dois investigados por organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica.
- A denúncia faz parte da Operação Narco Bet, desdobramento da PF que investiga lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio vinculados ao tráfico internacional de drogas por meio de veleiros.
- Segundo o MPF, entre 2023 e 2025 o grupo atuou de forma estruturada no Brasil e no exterior, com uso de empresas, “laranjas”, operações societárias, criptoativos, transferências internacionais e plataformas de apostas para dissimular recursos.
- Empresas e marcas citadas incluem BRX Gaming S/A (ou Brabos Gaming), RR Participações e Intermediações de Negócios S/A, Ana Gaming Brasil S.A. e Cactus Tecnologia Ltda.; plataformas de apostas citadas são BRXBet, RicoBet e 7K.
- A estratégia descrita pela denúncia envolve dissociação entre titularidade formal e controle real, permitindo ocultação de beneficiários finais, circulação de valores e inserção de recursos no sistema econômico formal, com uso do setor de apostas de quota fixa para absorção e integração de recursos.
O Ministério Público Federal denunciou Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, Rodrigo de Paula Morgado, apontado pela Polícia Federal como o contador do PCC, Nickolas Tadeu Ribeiro de Campos, o Rei das Bets, e mais dois investigados. Eles são acusados de organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica, no inquérito da Operação Narco Bet.
Segundo a denúncia, entre 2023 e 2025 o grupo formou uma estrutura estável e dividida funcionalmente, com atuação no Brasil e no exterior. O objetivo seria a lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas por meio de veleiros e outras operações.
Contexto
A PF investiga a lavagem de recursos através de empresas, plataformas de apostas e criptoativos. O MPF aponta que o grupo utilizava empresas de fachada, laranjas, operações societárias e estruturas vinculadas ao setor de apostas para ocultar o real beneficiário e a origem dos recursos.
A denúncia cita marcas e empresas ligadas ao esquema, incluindo BRX Gaming S/A (Brabos Gaming), RR Participações, Ana Gaming Brasil S.A. e Cactus Tecnologia Ltda., além das plataformas BRXBet, RicoBet e 7K.
O MPF afirma que o setor de apostas de quota fixa funcionava como ambiente para absorção, circulação e integração de valores, conferindo aparência formal às operações que ocultavam o beneficiário econômico e a função dos agentes. O Estadão pediu manifestação das defesas.
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