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Oito fatores que desvalorizam seu carro na revenda

Saída da marca do mercado, credibilidade abalada e descontinuação de modelos podem provocar queda de até vinte por cento no valor de revenda

Concessionárias e lojas de carros novos e usados
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  • A saída da fabricante do país costuma derrubar bastante o valor de revenda do veículo.
  • A falta de credibilidade de marcas, especialmente as menos conhecidas, aumenta o risco percebido e reduz o preço no mercado.
  • O fim da produção de um modelo costuma desvalorizar o carro, em média cerca de vinte por cento.
  • A rede de concessionárias influencia o valor: rede mal distribuída ou com má reputação eleva a depreciação, regionalmente.
  • A disponibilidade de peças afeta a valorização, especialmente para modelos importados ou de produção curta.

O portal Jornal do Carro listou oito fatores que costumam reduzir o valor de revenda de veículos no Brasil. Além da quilometragem, da pintura, dos pneus, do ano-modelo e do histórico de sinistros, há outros aspectos relevantes para quem pretende vender. O objetivo é orientar o comprador e o vendedor a tomar decisões mais conscientes na hora da negociação.

Segundo o consultor automotivo Milad Kalume Neto, a avaliação vai além da inspeção básica. Questões de mercado, decisões da fabricante e rede de assistência influenciam o preço de quem planeja repassar o veículo. Abaixo, os oito itens que costumam passar despercebidos, mas impactam o valor.

1 – Saída da marca do mercado

Poucos fatores derrubam tanto o valor quanto a saída da fabricante do país. Empresas que deixam o Brasil geram desconfiança e reduzem a demanda por modelos nacionais.

Alguns exemplos recentes incluem marcas que operaram por pouco tempo por aqui. A descontinuidade costuma provocar desvalorização expressiva nos modelos já vendidos, já que a oferta de reposição e suporte fica menor.

2 – Falta de credibilidade

A confiança do consumidor é crucial para manter o valor de um veículo. Atrasos na entrega, rede de concessionárias limitada ou problemas de pós-venda elevam a percepção de risco.

Marcas novas ou pouco conhecidas podem enfrentar desvalorização maior, especialmente se houver controvérsias públicas ou incidentes que abalem a imagem. O efeito é direto sobre a disposição de pagar caro por um usado.

3 – Fim da produção de um modelo

O encerramento da produção costuma reduzir o preço do modelo no mercado de usados. Liquidar estoques e dar espaço ao sucessor aceleram a queda de valor.

Em média, o preço pode recuar cerca de 20% após a descontinuação. A chegada de uma nova geração costuma concentrar o interesse do consumidor no modelo atualizado, mesmo que o modelo anterior tenha boa reputação.

4 – Facelift ou mudança radical no design

Mudanças significativas de aparência, de geração para geração, geram desvalorização do modelo anterior. O consumidor tende a preferir a versão mais recente, mais valorizada pelo mercado.

Essa percepção favorece o aumento de preço da linha atual, enquanto o modelo antigo perde espaço para as gerações mais novas. A mudança visual costuma impactar diretamente o valor de revenda.

5 – Mudança de motorização

Trocas de motor ou de linha de engenharia afetam a atratividade do modelo antigo. A disponibilidade de peças e o interesse do mercado podem diminuir com o tempo.

Motores raros ou empregados por poucos modelos costumam sofrer desvalorização mais acentuada, devido à dificuldade de manutenção e de reposição de componentes.

6 – Rede de concessionárias

A amplitude e a qualidade da rede de atendimento influenciam o valor de revenda. Uma rede mal distribuída ou com serviço precário prejudica a percepção do veículo.

Marcas com concessionárias concentradas em regiões específicas podem ter menor aceitação em outras áreas. Uma rede em declínio pode sinalizar problemas econômicos da fabricante, pressionando o preço.

7 – Disponibilidade de peças

Peças de reposição caras ou difíceis de encontrar afetam especialmente modelos importados, mas também podem atingir modelos nacionais.

Carros que ficaram pouco tempo em produção costumam sofrer desvalorização maior, pois a reposição de componentes pode se tornar mais complexa com o passar dos anos.

8 – O próprio mercado

A valorização ou desvalorização depende do fluxo de usados. Alguns modelos valorizam com o passar do tempo devido à procura; outros perdem valor por críticas ou preocupações específicas.

Casos como o Toyota Etios e o Up! mostraram ganho de valor no usado, enquanto o Onix aparece entre os carros com queda de preço associada a polêmicas técnicas.

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