- No dia da estreia do Brasil na Copa, o varejo apresentou queda de 1,3% ante o mesmo sábado de 2025, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).
- Lojas físicas recuaram 3,7%, enquanto o comércio eletrônico avançou 15,5%, indicando migração de compras para o digital durante o jogo.
- Supermercados e hipermercados cresceram 11,3%, e o varejo alimentício especializado avançou 10,7% devido à preparação para o jogo.
- Setor de Turismo e Transporte teve alta de 16,6%, enquanto Recreação e Lazer caiu 28,9% e Bares e Restaurantes recuaram 14,6% (com bares e casas noturnas registrando ganho de 6,4%).
- O ritmo do varejo já mostrava mudança antes da Copa, com o e-commerce de móveis e eletrodomésticos subindo 13,1% na primeira semana de junho; shoppings tiveram alta de 8,4% no acumulado, frente a queda de 2% nas lojas físicas.
A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 provocou mudanças nos hábitos de consumo no Brasil. Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), no dia do jogo contra Marrocos as vendas totais caíram 1,3% em relação ao mesmo sábado de 2025. O recuo foi puxado pela soma de produtos comprados no varejo.
As lojas físicas registraram queda de 3,7% no faturamento, enquanto o comércio eletrônico avançou 15,5%, indicando maior uso de canais digitais para o dia da partida. Analistas destacam que o consumo mudou de horário, canal e ocasião.
Deslocamento entre lojas e online
Entre os segmentos, supermercados e hipermercados cresceram 11,3% e o varejo alimentício especializado avançou 10,7%, com torcedores abastecendo as casas antes do apito inicial. Em Turismo e Transporte houve alta de 16,6%, sugerindo mais deslocamentos.
O estudo aponta ainda variação de ritmo ao longo do dia. Houve redução de transações durante o jogo, seguida de recuperação em alguns setores após o fim da partida.
Impacto pré-Copa e mobilidade do consumo
Entre 1º e 7 de junho, o e-commerce de móveis, eletrodomésticos e departamentos registrou alta de 13,1% frente ao mesmo período de 2024, apontando maior demanda por itens para o lar e tecnologia. No acumulado, o crescimento do varejo foi de 2,5%, com lojas físicas registrando queda de 2%.
Shoppings tiveram melhor desempenho entre os pontos de venda presenciais, com alta de 8,4%, enquanto lojas de rua recuaram 4,5%. Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, ressalta que a Copa alterou a agenda do consumo no Brasil.
O executivo cita a consolidação do canal digital como opção para quem quer comprar sem sair de casa. O estudo também aponta que a segurança pode ter influenciado escolhas de compra, com consumidores preferindo retirar produtos em locais com maior controle ou receber em casa.
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