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Grupo apresenta proposta sobre clima e meio ambiente a candidatos à presidência

Coalizão Brasil lança propostas para clima e meio ambiente, mirando segurança jurídica, produtividade agrícola e remuneração por conservação na agenda de 2026

De acordo com o Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), em 2024 o Brasil ocupou o sexto lugar em emissões totais de gases causadores das mudanças climáticas
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  • Documento da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura será publicado na quarta-feira (17) e visa colocar a economia do uso da Terra na agenda eleitoral de 2026.
  • O material está organizado em três eixos: segurança jurídica, produtividade e instrumentos econômicos para uso sustentável de recursos naturais.
  • No eixo um, propõe combater desmatamento ilegal, acelerar o Código Florestal, validar o Cadastro Ambiental Rural, avançar com Programas de Regularização Ambiental e demarcação de terras indígenas.
  • O eixo dois prioriza rastreabilidade socioambiental em escala, modernização do financiamento rural, plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de pastagens e tecnologias de baixa emissão.
  • O eixo três busca remunerar a conservação e o uso sustentável da vegetação nativa, criando novas fontes de renda para produtores rurais, comunidades tradicionais, povos indígenas, agricultores familiares e empresas.

O grupo Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura anunciou a publicação de um documento com propostas para candidatos à Presidência de 2026. O texto será divulgado na quarta-feira (17) e visa inserir a economia do uso sustentável da terra na agenda eleitoral.

O documento organiza as propostas em três eixos, partindo da necessidade de combater a ilegalidade, ampliar a segurança jurídica e modernizar instrumentos produtivos e financeiros para transformar ativos ambientais em oportunidades econômicas. As ações abrangem legalidade, reconhecimento de terras e incentivos à produção sustentável.

O primeiro eixo foca na segurança jurídica, redução de riscos e melhoria da competitividade do país. Destaque para o combate ao desmatamento ilegal, avanço do Código Florestal, validação do Cadastro Ambiental Rural e programas de regularização ambiental, além da demarcação de terras indígenas.

No segundo eixo, a pauta prioriza produtividade, resiliência climática e sustentabilidade da agropecuária. Com metas de rastreabilidade socioambiental, também aparecem a modernização do financiamento rural, o plantio direto, integração lavoura-pecuara-floresta e recuperação de pastagens com tecnologias de baixa emissão de carbono.

O terceiro eixo orienta a consolidação de instrumentos econômicos para remunerar quem conserva e utiliza recursos naturais de forma sustentável. O objetivo é atribuir valor à vegetação nativa e criar novas fontes de renda para produtores, comunidades tradicionais, povos indígenas, agricultores familiares e empresas.

Segundo a Coalizão, as propostas serão apresentadas aos coordenadores de campanha e representantes partidários nos próximos meses. A cofacilitadora Karen Oliveira destaca a oportunidade de transformar as vantagens naturais do Brasil em uma estratégia de desenvolvimento de Estado.

A organização ressalta que o Brasil possui condições únicas para liderar uma economia de baixo carbono, apoiada no uso sustentável de recursos, devido à maior floresta tropical, elevada biodiversidade e agropecuária produtiva. O grupo afirma ter conhecimento, instrumentos e experiência para avançar, mas enfatiza a necessidade de elevar as agendas à prioridade política.

A Coalizão informa que pretende colaborar com a formulação de políticas públicas no tema, em conjunto com candidatos e equipes de campanha, mantendo o foco em segurança jurídica, restauração de áreas degradadas e políticas ambientais.

Sob supervisão de Thiago Félix

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