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Apex contrata advogados para apoiar setores contra tarifas dos EUA

ApexBrasil contrata escritório de advocacia nos EUA para defender setores brasileiros contra tarifa de 25%, com participação em audiências públicas até 15 de julho

Sede da ApexBrasil
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  • A ApexBrasil contratou um escritório de advocacia nos Estados Unidos para apoiar setores brasileiros diante da tarifa de 25% sinalizada pelo governo dos EUA, com foco em audiências públicas até 15 de julho.
  • O objetivo é sensibilizar stakeholders norte-americanos e consolidar defesas técnicas para setores prejudicados, como calçados, plásticos, couro e maquinários agrícolas.
  • A medida decorre da inclusão formal do Brasil na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA; a proposta de tarifa de 25% pode impactar cerca de US$ 11 bilhões em exportações brasileiras para o mercado americano.
  • A Apex atua via escritório em Miami para representar os setores, enquanto a interlocução oficial e a voz do Estado cabem ao Ministério da Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e ao governo federal.
  • Paralelamente, a Apex reforça a diversificação de mercados, com foco no Sudeste Asiático e na Europa, e abriu um escritório em Washington para monitorar políticas de comércio exterior.

A ApexBrasil contratou um escritório de advocacia nos Estados Unidos para apoiar setores produtivos brasileiros que podem ser afetados pela sobretaxa de 25% proposta pelo governo dos EUA. A ação visa influenciar audiências públicas e apresentar defesas técnicas.

A gerente de indústria e serviços da ApexBrasil, Mariele Christ, informou que a estrutura jurídica internacional busca consolidar posições das indústrias prejudicadas e sensibilizar stakeholders no ecossistema norte-americano. A declaração ocorreu durante o VivaTech, na Europa.

A iniciativa envolve participação do Brasil em audiências públicas nos EUA, até 15 de julho, para defender interesses dos setores impactados e mobilizar o empresariado local a apoiar produtos brasileiros.

O gatilho foi o envio formal do Brasil para a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo utilizado pela Casa Branca para retaliar práticas desleais. A USTR propôs tarifa de 25%.

A sobretaxa pode afetar cerca de 21% do valor total das exportações brasileiras aos EUA, estimando-se US$ 11 bilhões, com maior foco em calçados, plásticos, artigos de couro e maquinários agrícolas.

ApexBrasil ressalta que os EUA são o principal destino de bens manufaturados do Brasil, o que amplia impactos em setores como calçados e móveis. A ideia é mitigar efeitos por meio do escritório de Miami, que atua como braço internacional.

Mariele Christ destacou que a depender do setor, a participação americana varia entre 20% e 50% das exportações. A agência busca representar esses setores e sensibilizar o empresariado norte-americano.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, disse que o trabalho segue o cotidiano, porém com maior intensidade para apoiar empresas a entenderem as medidas restritivas. A agência já realizou reuniões internas com empresas parceiras.

Segundo Müller, o processo americano permite envio de documentação escrita e inscrição para voz nas audiências públicas. A Apex presta suporte técnico e de posicionamento, enquanto o MDIC e o governo federal conduzem a interlocução oficial.

Rota alternativa e diversificação global

Paralelamente, a ApexBrasil acelera planos para diversificar mercados e reduzir a dependência de Washington. O objetivo é ampliar frentes internacionais e abrir novos destinos para manufaturados brasileiros.

Müller informou que 72% das duas mil empresas exportadoras com EUA como destino buscaram novos mercados. As rotas emergentes incluem Sudeste Asiático e Europa, com o acordo Mercosul-UE abrindo possibilidades tarifárias.

Christ destacou que a entrada em vigor do acordo Mercosul-UE pode absorver parte do fluxo comercial hoje concentrado na América do Norte, fortalecendo a atuação global do setor exportador brasileiro.

A ApexBrasil expandiu sua presença nos EUA com a abertura de um escritório em Washington, somando-se a unidades em Miami. O foco é monitorar políticas de comércio exterior e fortalecer o suporte às empresas durante as consultas públicas.

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