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BC diz que ajustes na Selic serão calibrados com novas informações

Copom diz que magnitude do ciclo de calibração depende de novas informações para assegurar a convergência da inflação à meta, após queda de 0,25 ponto na Selic para 14,25%

Sede do Banco Central — Foto: Andressa Anholete/Bloomberg
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  • O Copom disse que a magnitude total do ciclo de calibração da política monetária será estabelecida à luz de novas informações para assegurar a convergência da inflação à meta.
  • Nesta quarta-feira, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, indo a 14,25% ao ano, a terceira redução consecutiva.
  • A taxa permanece no menor patamar desde maio de 2025.
  • O IPCA nos últimos doze meses atingiu 4,72% em maio, acima do teto da banda, e o Conselho Monetário Nacional fixa meta de 3% com tolerância de 1,5 a 4,5%.
  • O cenário aponta inflação desancorada, projeções elevadas e pressões no mercado de trabalho; o Fed manteve a taxa entre 3,50% e 3,75%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que a magnitude total do ciclo de calibração da política monetária será definida com base em novas informações, com o objetivo de assegurar a convergência da inflação à meta. A decisão ocorreu após o BC cortar a Selic em 0,25 ponto percentual.

A taxa caiu para 14,25% ao ano, atingindo o menor nível desde maio de 2025, em três reuniões consecutivas com redução de 0,25 p.p. O Copom destacou que o cenário segue marcado por expectativas desancoradas, inflação elevada e pressões no mercado de trabalho.

O Banco Central destacou que, apesar da queda, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se da meta. O IPCA acumula 12 meses acima do teto da banda, em 4,72% em maio. O CMN estabelece meta de 3% com tolerância de 1,5% a 4,5%.

Contexto e desdobramentos

A projeção de inflação de referência, segundo o Relatório Focus, subiu para 5,30% no fim deste ano, frente 4,86% na última leitura de abril. A divulgação coincide com a decisão do Fed de manter as taxas nos 3,50% a 3,75%.

O BC informou que, se a inflação permanecer acima de 4,5% por seis meses consecutivos, enviará ao Ministério da Fazenda uma carta pública com as razões do descumprimento e a estimativa de retorno ao intervalo. O episódio ocorreu pela última vez em julho de 2025.

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