- O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,5% para 14,25% ao ano, de forma unânime.
- O novo patamar entra em vigor por pelo menos quarenta e cinco dias, quando diretores voltam a se reunir para reavaliar a conjuntura.
- É o terceiro corte consecutivo da taxa, em meio a inflação pressionada e conflitos globais.
- A decisão ocorreu na chamada “Superquarta”, quando decisões de juros são divulgadas também nos Estados Unidos, onde o Fed manteve a taxa entre 3,50% e 3,75%.
- No histórico recente, desde março houve cortes de 0,25 ponto percentual, com a taxa chegando a 14,50% em abril e agora a 14,25%.
O Copom decidiu manter o tom da política monetária sob o frio da inflação. Nesta quarta-feira, o comitê reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, por maioria unânime. A medida vale pelo menos 45 dias.
A decisão é a terceira queda consecutiva desde abril, em meio a pressões inflacionárias e a um ambiente de incerteza global. O mercado já esperava parte do ajuste, com menos de 50% de chance de manutenção da taxa.
O novo patamar valerá por pelo menos 45 dias, quando os diretores do BC se reúnem novamente para reavaliar a conjuntura econômica nacional. O cenário inclui inflação ainda alta e volatilidade no comércio internacional.
A divulgação coincidiu com a chamada Superquarta, em que decisões de política monetária de Brasil e EUA são anunciadas na mesma data. Nos Estados Unidos, o Fed manteve a faixa de juros entre 3,50% e 3,75%.
Historicamente, a Selic é o principal instrumento de controle do IPCA, o índice de inflação oficial. Taxas mais altas elevam o custo de crédito, freiam consumo e produção, e tendem a conter a inflação.
No caso brasileiro, o movimento recente visa equilibrar o estímulo econômico com a necessidade de controle de preços. O BC já havia reduzido a taxa em março e repetiu o corte em abril, chegando ao patamar atual.
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