- o bitcoin caiu cerca de US$ 1.000 logo após o Fed manter a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% nesta quarta-feira (17), negociando perto de US$ 65.200.
- o movimento ocorreu apesar da manutenção das taxas já esperar pelo mercado, impactado pelo tom mais firme da autoridade monetária.
- o Fomc retirou do comunicado referências a cortes de juros, mas sinalizou a possibilidade de novas altas se a inflação continuar elevada.
- do total de dezoito dirigentes que divulgaram estimativas, nove passaram a prever pelo menos uma alta de juros em 2026.
- a decisão marcou a primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh, que não apresentou o dot plot, documento com projeções de juros, conforme informou posteriormente.
- além do Bitcoin, ativos de risco recuaram e o dólar ganhou força, com investidores aguardando a trajetória das taxas e o combate à inflação.
O Bitcoin caiu após o Federal Reserve manter a taxa básica entre 3,5% e 3,75% nesta quarta-feira (17). O recuo veio em meio a um tom mais duro do banco central, que impactou ativos de risco.
Logo após o anúncio, a maior criptomoeda do mundo perdeu quase US$ 1.000 de valor e operava perto de US$ 65.200. A movimentação ocorreu minutos após a divulgação.
O que derrubou o Bitcoin
O gatilho foi a mudança de tom do Fed. A instituição manteve as taxas, mas retirou referências a cortes futuros no comunicado.
Ao mesmo tempo, o banco sinalizou a possibilidade de novas altas caso a inflação permaneça resistente, conforme o discurso dos dirigentes.
O gráfico de projeções mostrou que nove entre 18 membros já preveem ao menos uma alta em 2026, reforçando a percepção de aperto monetário.
Primeira reunião sob comando de Kevin Warsh
A decisão marcou a estreia de Kevin Warsh na presidência do Fed. A taxa permaneceu, porém, sob intervenção do novo comando na comunicação.
Warsh não apresentou o dot plot, documento com as projeções de juros dos dirigentes, e confirmou a escolha de não divulgar sua estimativa.
Mercado amplia aversão ao risco
Além do Bitcoin, ativos de risco caíram. Os índices acionários dos EUA recuaram e o dólar ganhou força, ante a expectativa de juros mais elevados por mais tempo.
Investidores passaram a avaliar menor atratividade de ativos como ações de tecnologia e criptomoedas diante do aperto monetário.
Fed reforça preocupação com inflação
O comunicado aponta crescimento sólido da economia americana, com mercado de trabalho resiliente e investimentos fortes. Ainda assim, a inflação permanece acima da meta de 2%.
O Fed reiterou o compromisso com a estabilidade de preços e manteve a cautela antes de qualquer ciclo de flexibilização monetária.
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