- A Brazilian Nickel busca um investidor-âncora para viabilizar a mine de níquel e cobalto de US$ 1,4 bilhão no Piauí.
- A Rothschild & Co. atua como assessoria financeira global para captações de dívida e equity, enquanto o Bradesco BBI assessora a captação de US$ 100 milhões junto a investidores e fundos no Brasil.
- A empresa também mira financiamento governamental do Canadá, da Europa e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
- A companhia já recebeu interesse da Corporação de Financiamento Internacional para o Desenvolvimento dos EUA (DFC) e pode contar com crédito do Canadá, além de possíveis empréstimos da Ecora Royalties.
- O Projeto Piauí Níquel planeja produzir 28.000 toneladas de níquel e 1 milhão de toneladas de cobalto por ano nos primeiros dez anos, com início de operação previsto para o primeiro semestre de 2030.
A Brazilian Nickel busca um investidor-âncora para sustentar a construção da Mina Piauí Níquel, avaliada em cerca de US$ 1,4 bilhão. O objetivo é atrair mais capital em participação acionária para o projeto no Nordeste brasileiro.
Segundo o diretor financeiro, André Simão, a Rothschild & Co atua como assessoria financeira global para captações de dívida e equity, enquanto o Bradesco BBI presta suporte na captação de US$ 100 milhões junto a investidores nacionais. A empresa também explora financiamento governamental de Canadá, Europa e do BNDES.
A operação de captação ocorre em meio a um cenário de demanda por cadeias de suprimento estáveis para metais de transição energética. A procura por níquel e cobalto segue impulsionada por preços, tensões geopolíticas e riscos de abastecimento.
Financiamento e parceiros
A companhia já recebeu atenção de programas internacionais de crédito. Em 2024, houve manifestação de interesse da DFC, agência dos EUA para financiamento ao desenvolvimento, em apoiar o projeto por meio de empréstimo. O Canadá também sinalizou potencial apoio com até US$ 275 milhões em dívida.
A Ecora Royalties, especializada em royalties de minerais críticos, indicou pela empresa potencial empréstimos de cerca de US$ 62 milhões. A busca por um investidor-âncora visa estabelecer base para captar recursos menores de fundos em São Paulo, Londres e Nova York.
A Brazilian Nickel tem a TechMet como maior investidora até o momento, grupo voltado a investimentos em minerais estratégicos. O plano prevê produção de 28 mil toneladas de níquel e 1 milhão de toneladas de cobalto por ano nos primeiros 10 anos.
A previsão de início da produção está estimada para o primeiro semestre de 2030. O projeto está localizado no estado do Piauí, fortalecendo a agenda brasileira de exploração de metais críticos para a transição energética.
A empresa mantém contatos com agências internacionais e governos para viabilizar o financiamento, incluindo fontes públicas e privadas. O objetivo é compor uma estrutura de capital que permita o avanço da construção da mina.
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