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CEO da Amplify afirma que IA deve ser o novo sistema operacional das empresas

Amplify sustenta IA como novo sistema operacional empresarial; agentes autônomos ampliam funções, com retorno rápido, desde que haja estratégia e capacitação

A IA deixou de atuar apenas como ferramenta de interação para assumir funções operacionais completas, afirmou o executivo - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
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  • O CEO da Amplify, Fernando Godoy, afirma que a IA já passou dos chatbots para a “era dos agentes”, que executam tarefas, decidem operações e realizam transações de forma autônoma, em evento no Brasília Summit de 17 de junho.
  • Segundo ele, o debate sobre IA ainda é dominado pelo medo de desemprego; é preciso focar em capacitar pessoas e reformular processos para aproveitar a tecnologia.
  • Godoy citou a Amplify como exemplo, com agentes de IA atuando em atendimento, finanças, questões jurídicas e processos administrativos, recebendo demandas de múltiplos canais e direcionando respostas e ações.
  • Ele afirmou que surge uma “nova economia dos agentes”, na qual sistemas autônomos passam a desempenhar funções antes feitas por humanos.
  • Em projetos bem estruturados, aponta retorno financeiro em quatro a nove meses; custo por interação cai de cerca de US$ 4–US$ 5 para aproximadamente US$ 0,46. A falta de estratégia, metas claras e liderança são apontadas como principais motivos de fracasso.

A inteligência artificial já deixou de ser apenas uma ferramenta de interação e passa a atuar como agente operacional, capaz de executar tarefas, tomar decisões e realizar transações de forma autônoma. A avaliação é de Fernando Godoy, CEO da Amplify, durante o 7º Brasília Summit na quarta-feira (17/6) em Brasília. O evento é organizado pelo Lide e pelo Correio Braziliense.

Godoy afirmou que o debate sobre IA ainda é dominado pelo temor de perda de empregos, enquanto governos e empresas deveriam investir em capacitação e reengenharia de processos para explorar o potencial da tecnologia. “O que eu vou fazer em tempos de IA?” é uma das perguntas comuns entre trabalhadores, segundo o executivo, que vê necessidade de menos medo e mais preparo.

Ele destacou a evolução rápida da tecnologia nos últimos dois anos, com a IA deixando de atuar apenas como ferramenta de interação para assumir funções operacionais completas por meio de agentes especializados. Como exemplo, citou a Amplify, que utiliza agentes para atendimento, finanças, jurídico e processos administrativos.

Nova economia dos agentes

Segundo Godoy, um sistema centralizado recebe demandas de múltiplos canais, interpreta cada pedido e direciona respostas e ações automaticamente, configurando um ecossistema de atuação autônoma. O modelo representa a entrada de uma nova economia, com atividades antes dependentes de humanos.

Mesmo com os avanços, o CEO disse que a maior parte dos projetos de IA ainda não obtém sucesso. Estudos de mercado apontam falta de estratégia, objetivos claros e capacitação da liderança entre as principais razões de insucesso.

Projetos bem-sucedidos já apresentam retorno financeiro relevante. Segundo ele, iniciativas que se pagam entre quatro e nove meses já aparecem no Brasil, quando estruturadas de forma adequada. Essa tendência, conforme apontou, é difícil de igualar por outras soluções.

Godoy ainda informou que há ganhos de produtividade em custos operacionais. Em atendimento, o custo por interação humano fica entre US$ 4 e US$ 5, enquanto soluções com IA reduzem para cerca de US$ 0,46, segundo o executivo.

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