- Brasil tem 16% da população sem água potável e 43% sem coleta de esgoto, segundo a CNI.
- A Confederação Nacional da Indústria estima que são necessários 420 bilhões de reais em investimentos até 2033 para universalizar o saneamento básico.
- Faltam sete anos para o prazo de 2033, e ainda há desafios de acesso, com desigualdades entre regiões.
- Desigualdades regionais: Sudeste registra 92,1% de água e 80,8% de esgoto; Norte, 62,8% e 16,6%; Nordeste, 73,7% e 31,7%; Centro-Oeste, 89,7% e 64,2%; Sul, 88,3% e 49,6%.
- O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, destaca que água tratada e coleta de esgoto contribuem para saúde, dignidade, qualidade de vida e crescimento econômico.
O Brasil ainda enfrenta dificuldades no acesso ao saneamento básico com sete anos restantes para a universalização prevista no Novo Marco Legal. Dados da CNI, obtidos com exclusividade pelo R7, apontam que 16% da população não têm água potável e 43% não contam com coleta de esgoto.
A Confederação Nacional da Indústria estima que serão necessários 420 bilhões de reais em investimentos até 2033 para universalizar o setor. O objetivo é ampliar a cobertura e reduzir impactos na saúde, na dignidade e na qualidade de vida da população, além de favorecer o desenvolvimento urbano e econômico.
Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI, reforça a relação entre saneamento e bem-estar. Segundo ele, a expansão dos serviços evita doenças, reduz gastos públicos e ajuda a reduzir desigualdades regionais.
Desigualdades regionais
O Sudeste apresenta maior cobertura de água, 92,1%, e de esgoto, 80,8%. No Norte, 62,8% têm água potável e 16,6% contam com coleta de esgoto. O Nordeste registra 73,7% de água e 31,7% de esgoto.
No Centro-Oeste, a água chega a 89,7% e o esgoto, 64,2%. No Sul, os dados são 88,3% para água e 49,6% para esgoto, evidenciando variações significativas entre regiões.
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