- Copom deve reduzir a Selic em 0,25 ponto, para 14,25% ao ano, mantendo o tom cauteloso diante da inflação ainda acima da meta.
- Fomc deve manter a taxa livre de fundos entre 3,5% e 3,75%, pela quarta reunião consecutiva sem mudanças.
- Analistas destacam que, além das decisões, os comunicados devem sinalizar próximos passos da política monetária.
- Incertezas geopolíticas e fiscais, bem como a inflação, limitam espaço para novas quedas no Brasil e nos EUA.
- No cenário externo, o acordo para pacificação no Oriente Médio ajudou a reduzir tensões, mas a inflação segue no centro das atenções.
O Federal Reserve e o Banco Central do Brasil divulgam nesta quarta-feira decisões de política monetária, em meio a inflação ainda acima da meta e incertezas geopolíticas no Oriente Médio. O dia é marcado por cautela de investidores e pouca surpresa nos rumos esperados.
No Brasil, o mercado já sinaliza corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano. A decisão do Copom ocorre diante de atividade econômica resiliente, câmbio volátil e inflação com trajetórias divergentes da meta. Analistas destacam maior cautela.
O cenário externo favorece ou reduz a pressão sobre cortes, dependendo das informações que chegarem sobre a inflação e o crescimento. O Copom pode manter o tom cauteloso se os próximos dados decepcionarem ou surpreenderem positivamente.
Copom no Brasil
Analistas veem espaço limitado para novas reduções e enfatizam que o momento depende de sinais de convergência inflacionária. Grandes instituições ressaltam que o ambiente fiscal e a desvalorização cambial influenciam a decisão.
A XP Investimentos aponta deterioração adicional da inflação brasileira desde a última reunião e indica maior cautela do Copom. O relatório cita risco de desancoragem de expectativas e sinaliza pausa no ciclo de cortes.
Goldman Sachs também sugere corte de 0,25 ponto, mas aponta probabilidade relevante de manutenção. O banco destaca que a inflação e a inflação de longo prazo seguem desafiadoras para a condução da política.
Federal Reserve nos EUA
O consenso é de manutenção dos juros pelo Fed, com o objetivo de manter a inflação próxima da meta de 2%. Economistas veem o cenário inalterado por algum tempo, a depender de dados macro e dos impactos geopolíticos.
A reunião marca o fim do trimestre e a divulgação de projeções sobre PIB, inflação, desemprego e trajetória da taxa. No comando, Kevin Walsh assume a presidência interina, o que aumenta a atenção à comunicação da instituição.
Interlocutores apontam que a incerteza sobre energia pode influenciar as decisões do Fed, caso haja mudança no cenário macro. O resultado esperado é a manutenção dos juros nos níveis atuais.
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