- O episódio reúne o pesquisador Ricardo Abramovay, da USP, que afirma que o modelo brasileiro de crescimento baseado na exportação de commodities está chegando ao seu limite.
- O Brasil é líder global na exportação de soja, carne bovina, aves e suco de laranja, mas depende de insumos importados.
- Entre 85% e 90% dos fertilizantes usados são importados, além de parcela relevante de agrotóxicos e aditivos para ração animal.
- A monocultura, ao reduzir o teor nutricional dos grãos, aumenta a dependência de insumos externos.
- A saída apontada é a agricultura regenerativa, que prioriza a biologia do solo para recuperar a vida do solo, em vez de químicos.
O ambiente econômico brasileiro está emergindo como tema central em debate sobre o agronegócio. Em mais um episódio do podcast Ambiente é o Meio, o pesquisador Ricardo Abramovay analisou o modelo de crescimento do país e seus limites.
Abramovay, professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP, destacou a relação entre exportação de commodities e endividamento no setor. Segundo ele, o Brasil lidera exportações de soja, carne, aves e suco, porém depende de insumos importados.
O professor enfatizou a vulnerabilidade causada pela importação de fertilizantes entre 85% e 90% do utilizado, além de parcela significativa de agrotóxicos e aditivos para ração animal. Ele citou a monotonia das monoculturas como parte do problema.
Vulnerabilidade da dependência de insumos
A fala ocorreu durante o episódio 226 do série Ambiente é o Meio, gravado com foco no cenário brasileiro. Abramovay relaciona o modelo de crescimento com risco financeiro para produtores e cadeia produtiva.
Ele explicou que a dependência externa pressiona custos e reserva de divisas, agravando fragilidades em períodos de choques internacionais. O debate reuniu dados sobre composição de insumos e impactos no orçamento rural.
Caminho para a regeneração
Como alternativa, o pesquisador defende a adoção da agricultura regenerativa. O foco seria recuperar a vida do solo por meio da biologia, em vez de uso intensivo de químicos. A ideia é melhorar nutrição do solo e resiliência produtiva.
Abramovay argumenta que práticas regenerativas podem reduzir vulnerabilidades e favorecer renda sustentável para produtores. O episódio completo está disponível no player do programa.
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