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Fed aumenta pressão sobre o futuro da Selic e derruba o humor na bolsa

Fed abandona o forward guidance, aumentando a pressão sobre a Selic e ampliando o recuo do Ibovespa para menor nível em cinco meses

Banco central americano eleva pressão sobre futuro da Selic e derruba ânimo na bolsa — Foto: Getty Images
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  • O Ibovespa fechou em queda de 0,7%, aos 168.454 pontos, alcançando o menor nível desde 20 de janeiro.
  • O movimento ocorreu após o Federal Reserve sinalizar abandono do forward guidance durante a estreia de Kevin Warsh na presidência, aumentando a incerteza sobre juros.
  • Na semana, o Ibovespa cai 1,6% e, no mês, mais de 3%; no ano, a valorização caiu de 23% para 4,55%.
  • O dólar à vista subiu 0,4%, para R$ 5,11; acumula alta de quase 0,9% na semana e 1,3% no mês.
  • O cenário para o Brasil aponta menor fluxo externo e potencial manutenção de juros altos, com o Copom possivelmente reduzindo a Selic em 0,25 ponto hoje, porém mantendo o ciclo de altas no horizonte; lucros corporativos podem ficar pressionados.

O Ibovespa caiu pela quinta sessão seguida, após o Federal Reserve sinalizar novo rumo na condução da política de juros. O índice encerrou em queda de 0,7%, aos 168.454 pontos, atingindo o menor nível desde 20 de janeiro.

Na estreia de Kevin Warsh na presidência do Fed, o banco central americano abandonou o forward guidance, removendo a indicação de direções futuras para os juros. A decisão ampliou a volatilidade nos mercados globais e influenciou o humor local.

Com o Fed desfazendo a bússola de juros, o corredor para a política brasileira ficou estreito. O Copom tende a cortar a Selic em 0,25 ponto percentual hoje, mas a continuidade do ciclo pode ficar prejudicada. O mercado já esperava menos estímulo no Brasil.

O giro financeiro do Ibovespa atingiu R$ 21,9 bilhões, 19% acima da média de 12 meses, puxado por fluxos locais e estrangeiros. Mesmo assim, a pressão de juros mais altos no exterior pesou sobre as ações nacionais.

O câmbio acompanhou o tom de incerteza: o dólar à vista subiu 0,4%, para R$ 5,11. Na semana, a moeda subiu quase 0,9% e, no mês, 1,3%. O ano até aqui registra queda de 7% no real, refletindo o ambiente de juros globais mais desfavoráveis.

Investidores locais vêm reduzindo posições em ações domésticas, diante do maior risco fiscal desde 2024. A busca por rendimentos em juros levou o mercado a priorizar ativos de renda fixa, elevando a aversão a risco na bolsa.

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