- O Federal Reserve manteve a meta de juros dos EUA entre 3,5% e 3,75% após a primeira reunião de Kevin Warsh à frente do banco central.
- Os governadores estavam divididos entre manter as taxas e elevá‑las, diante da inflação de 3,8% e da incerteza sobre o acordo de Trump com o Irã.
- A decisão foi unânime, com o comitê destacando que a atividade econômica segue em ritmo sólido, a criação de empregos acompanha a força da força de trabalho e o desemprego permanece estável.
- O comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto mostrou uma mudança de tom na comunicação, sendo mais curto e deixando de sinalizar cortes futuros.
- No gráfico “dot-plot”, nove dos dezoito participantes previram alta de juros neste ano, um projetou queda e oito esperavam manter as taxas; Warsh não apresentou projeção própria para o dot-plot.
O Federal Reserve manteve as taxas de juros dos EUA entre 3,5% e 3,75%. A decisão ocorreu após a primeira reunião de Kevin Warsh na presidência do banco central. O Comitê de Mercado Aberto (FOMC) optou por manter o aperto monetário, diante da incerteza sobre o acordo de Trump com o Irã.
Governores divergiram antes da decisão sobre um possível aumento. A inflação segue acima da meta, em 3,8%, e o impacto do conflito no Oriente Médio alimenta as dúvidas. O recuo na possibilidade de cortes reforçou a cautela do Fed.
O FOMC votou de forma unânime pela manutenção da taxa. O comunicado do comitê enfatizou atividade econômica em ritmo sólido, com produtividade e investimento firmes. O desemprego tem apresentado pouca mudança.
Mudança de tom na comunicação
A leitura do comunicado marcou mudança de estilo, uma das promessas de Warsh para sua gestão. A atualização, com menos palavras, substituiu o tom mais expansivo de meses anteriores.
Nove membros do FOMC projetam alta de juros neste ano, um prevê queda e oito esperam manter as taxas estáveis, segundo o gráfico de projeções conhecido como dot-plot. Warsh não apresentou sua própria projeção para o gráfico.
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