- A Reserva Federal manteve a meta da taxa de juros entre 3,5% e 3,75% em 17 de junho, no primeiro encontro de Kevin Warsh como presidente do Fed.
- As projeções econômicas indicam divergências entre os membros: 18 de 19 apresentaram expectativas para o fim de 2026, com oito vendo manutenção da faixa, nove apontando alta e um sugerindo corte no segundo semestre.
- A atividade econômica segue sólida, com ganhos de empregos acompanhando a força da mão de obra, enquanto a inflação permanece elevada.
- O mercado reagiu com queda, com o S&P 500 caindo cerca de 0,5%, o Nasdaq ~1% e o Dow ~66 pontos; o índice de volatilidade VIX subiu levemente.
- Warsh participa de coletiva de imprensa às 14h30, expectativa é de menos orientação futura, mas sinalização sobre o maior desafio da economia americana após meses de forte criação de empregos e inflação em alta.
O Federal Reserve manteve estável a taxa básica de juros em 3,5% a 3,75% na reunião de 17 de junho, em meio ao primeiro encontro de Kevin Warsh como presidente do banco central. A decisão ocorreu mesmo com cobranças do presidente Donald Trump por cortes.
A ata da reunião indica divergência entre membros sobre o caminho das taxas, com 18 de 19 participantes sujeitando suas projeções. O consenso foi manter a faixa, mas há Mitglieder vendo possibilidade de alta ou de corte no segundo semestre. O voto foi unânime entre os 12 membros votantes.
O Fed destaca que a atividade econômica avança de forma sólida, apesar da incerteza, em parte pela conjuntura no Oriente Médio. O comitê também aponta que os ganhos de empregos acompanham a força da força de trabalho, e que a inflação permanece elevada. A prioridade é manter a estabilidade de preços.
A coletiva de imprensa de Warsh, marcada para as 14h30, deve oferecer menos orientação futura do que o usual, mas deve esclarecer o que ele vê como maior desafio da economia americana após meses de forte criação de empregos e de alta de preços.
Reação de mercados
Logo após o anúncio, os índices acionários recuaram: S&P 500 caiu cerca de 0,5%, Nasdaq recuou quase 1% e Dow deslizou em torno de 0,2%. O índice de volatilidade VIX teve leve alta, refletindo cautela dos investidores.
Antes da decisão, o pregão operava com menor fôlego. Nasdaq e S&P 500 ficou estáveis, Dow subia aproximadamente 0,2%, e o Russell 2000 avançava 1,3%. O petróleo Brent era negociado em torno de 79 dólares o barril. A taxa dos Treasuries de 10 anos ficava próxima de 4,435%.
Contexto e perspectivas
Warsh, ex-membro do Fed, retorna ao banco em meio a um debate interno sobre o viés de política. Em abril, houve dissidência de um grupo de membros, com alguns defendendo cortes ou mudanças na comunicação sobre o caminho das taxas. Analistas do Bank of America Global Research apontaram expectativa de pouca dissidência.
Para o mercado de títulos, investidores buscam sinais consistentes de que a inflação tende a permanecer acima da meta, o que sustenta rendimentos mais altos por mais tempo. Taxas mais altas elevam o custo da dívida pública e podem afetar empréstimos e financiamentos.
Em maio, a inflação medida pelo CPI ficou em 4,2% e a PCE, o índice preferido do Fed, subiu 3,8% no acumulado anual até abril, ambos acima da meta de 2%. Expectativas de tranquilidade em negociações internacionais e queda de preços de energia sustentam apostas de uma postura mais cautelosa.
A divulgação de dados sobre inflação, mercado de trabalho e atividade econômica deverá continuar a moldar o cenário até a próxima reunião, com foco especial na coletiva de Warsh e na evolução das projeções do Fed.
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