- O braço de gestão de ativos da JPMorgan recomenda favorecer ativos de maior risco no segundo semestre de 2026.
- O argumento é de que o gasto com inteligência artificial, consumidores resilientes e tensões no Oriente Médio em recuo ajudam a sustentar o avanço.
- Esses fatores superam a inflação persistentemente alta e a expectativa de que a Federal Reserve mantenha as taxas estáveis.
- A gestora, com 4,3 trilhões de dólares sob gestão, aponta que o momento é de aceleração da atividade econômica e de investimentos em infraestrutura de IA.
- O consumo de renda mais alta permanece firme, apoiado pelo que é chamado de efeito riqueza, com elevação de ações e imóveis.
O braço de gestão de ativos da JPMorgan Chase & Co. recomenda que investidores privilegiem ativos de maior risco no segundo semestre de 2026. O argumento central é que o crescimento puxado pelo investimento em inteligência artificial, consumidores mais resilientes e tensões no Oriente Médio mais contidas devem compensar a inflação ainda elevada e a expectativa de manutenção das taxas pelo Federal Reserve.
Segundo a instituição, o impulso econômico ganha força, com empresas acelerando gastos em infraestrutura de IA. Além disso, consumidores de renda mais alta continuam a gastar, apoiados pelo que pesquisas indicam como efeito riqueza decorrente da valorização de ações e imóveis.
A posição reflete uma leitura de mercado que diverge de temores de correção após ganhos expressivos. A gestão de ativos, que administra cerca de 4,3 trilhões de dólares, acredita que o cenário de demanda robusta, aliado a um ambiente de política monetária estável, favorece ativos de risco no curto prazo.
Contexto de Mercado
O relatório aponta que o ritmo de gastos corporativos com IA pode sustentar a poupança de capital e o crescimento observados no início de 2026. Analistas destacam ainda que a inflação pode permanecer moderada se a demanda por serviços desacelerar, mantendo a expectativa de firmeza da curva de juros.
Especialistas observam que o desempenho recente das ações depende de mudanças na inflação e na política monetária. Apesar das incertezas, a leitura da JPMorgan sugere que os fatores de crescimento ligados à tecnologia devem sustentar o apetite por risco no segundo semestre.
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