- O IBC-Br avançou 0,5% em abril, com ajuste sazonal, puxado pela indústria e pelos serviços, enquanto a agropecuária ficou estável.
- A leitura de março foi revisada, mantendo o comportamento positivo; no trimestre móvel encerrado em abril houve alta de 1,2%.
- Na comparação interanual, o índice subiu 0,9% em abril; no acumulado em 12 meses desacelerou para 1,6%, apontando perda gradual de fôlego sem reversão do ciclo.
- Por setores, indústria subiu 0,4% e serviços 0,3%; o ex-agropecuária avançou 0,4% no mês; agro permaneceu estável.
- Economistas apontam desaceleração gradual da atividade, com impactos da política monetária restritiva; visão de PIB mais fraco no segundo trimestre, embora sem sinal de contração abrupta.
O IBC-Br, índice de atividade econômica do Banco Central, avançou 0,5% em abril, com ajuste sazonal, puxado pela indústria e pelos serviços. A leitura revisou para cima dados de março, mantendo o ritmo positivo no conjunto do trimestre. O indicador acumulou alta de 1,2% no trimestre móvel encerrado em abril.
Na comparação anual, o IBC-Br subiu 0,9% em abril. No acumulado em 12 meses, a taxa desacelerou para 1,6%, sinalizando perda gradual de fôlego, sem indicar reversão do ciclo. O resultado reforça a ideia de uma economia em expansão ainda que mais moderada.
Indústria e serviços sustentam a alta
A elevação mensal ocorreu de forma disseminada fora da agropecuária. Agro ficou estável em 0,0%, indústria avançou 0,4% e serviços cresceram 0,3%. Com isso, o IBC-Br ex-agropecuária subiu 0,4% no mês, evidenciando impulso maior nos setores urbanos.
Na comparação anual, serviços subiram 1,2% e indústria 1,3%. A agropecuária desacelerou, ainda que partindo de bases elevadas. Analistas destacam que a atividade segue sustentada pela indústria e pelos serviços, apesar da pressão de juros elevados.
Perspectivas e fatores de restrição
Especialistas apontam que o ritmo do varejo fraco e a política monetária restritiva limitam o crescimento. A tendência é de continuidade da desaceleração gradual, sem sinal de contração abrupta. Analistas ressaltam que o Copom pode manter cautela em próximos encontros.
Segundo projeções, o cenário aponta para um PIB mais fraco no segundo trimestre de 2026, sem indicar queda abrupta. Persistem riscos externos e fiscais, que podem manter a flexibilidade do Banco Central para eventuais ajustes.
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