- Durigan afirmou que a inflação preocupa, mas a média de preços está no menor patamar de um mandato, em audiência na Câmara, pouco antes da decisão do Banco Central sobre a Selic, hoje em 14,5% ao ano.
- Sobre a guerra no Irã, o ministro disse que o Brasil sofreu menos que outros países, sem risco de desabastecimento; mencionou alta da gasolina entre 6% e 10% e do diesel em 15% que está sendo combatida.
- Dados dos primeiros meses do ano indicam resultado positivo, com alta dos investimentos mesmo com juros elevados, mostrando bom desempenho da economia e do crédito.
- A participação dos Estados Unidos na balança comercial caiu de 25% em 2003 para cerca de 9%, segundo Durigan, que atribuiu a fricções entre os dois países e reafirmou a busca por mercados adicionais como Vietnã, China, Europa e Oriente Médio.
- O ministro disse que o orçamento de 2027 deve ter superávit primário pela primeira vez em dez anos, e que o governo entregará o orçamento com trajetória fiscal mais sólida, incluindo cortes de gastos de 23 bilhões neste ano de eleição.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a inflação preocupa o governo, mas está no menor patamar de um mandato presidencial. O comentário ocorreu durante audiência pública na Câmara dos Deputados, dias antes da decisão do Banco Central sobre a Selic, atualmente em 14,5% ao ano.
Durigan destacou que, mesmo com a elevação dos juros, a indústria de investimentos tem mostrado desempenho positivo nos primeiros meses do ano. Segundo ele, o país não corre risco de desabastecimento e houve medidas para conter aumentos de combustíveis, com gasolina entre 6% e 10% e diesel cerca de 15%.
Outro ponto apresentado foi a geração de empregos: o ministro ressaltou a criação de 5,1 milhões de vagas desde 2023. Em relação ao cenário externo, Durigan apontou queda da participação dos EUA na balança comercial, de 25% em 2003 para cerca de 9%, atribuindo a fricções nas relações bilaterais.
Parcerias comerciais
Durigan citou avanços nas exportações para Vietnã e China, além de oportunidades na Europa e no Oriente Médio. Ele mencionou benefícios esperados com o acordo UE-Mercosul e indicou interesse em pactos com Singapura, Japão e países europeus fora da União Europeia, como Luxemburgo e Suíça.
Orçamento e meta fiscal
O ministro afirmou que o Orçamento de 2027 poderá registrar superávit primário pela primeira vez em uma década. O governo planeja entregar o orçamento do ano seguinte com trajetória fiscal mais estável, destacando transparência na condução econômica. Observou, ainda, corte de gastos de R$ 23 bilhões neste ano de eleição.
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