- A prévia do PIB do Banco Central mostrou alta de 0,5% em abril, frente a março, com a indústria e o setor de serviços puxando o crescimento.
- O mercado financeiro projeta PIB de 1,96% para 2026, sinalizando uma desaceleração em relação aos 2,3% de 2025.
- A análise destaca que medidas de proteção das indústrias americanas, anunciadas pelos EUA, podem impactar a economia brasileira.
- O pesquisador Pedro de Leão Bispo afirma que é preciso cautela diante de juros ainda elevados e volatilidade causada por movimentos especulativos.
- A incerteza da guerra entre Estados Unidos e Irã é apontada como fator relevante para o cenário, influenciando decisões de política econômica.
O Banco Central divulgou a prévia do PIB, com alta de 0,5% em abril ante março. A valorização foi puxada pela indústria e pelo setor de serviços, que contribuíram para o avanço da atividade no mês.
O mercado financeiro projeta crescimento de 1,96% para o PIB em 2026, ante 2,3% em 2025. A perspectiva indica uma desaceleração moderada da economia, apesar da elevação observada em abril.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor da FGV Finanças e Controle Pedro de Leão Bispo destacou a influência externa sobre a economia brasileira. Ele aponta que as medidas dos EUA para reequilibrar a balança comercial, com foco na proteção de indústrias, repercutem no Brasil.
Contexto externo e impactos internos
Bispo afirma que a incerteza geopolítica entre Estados Unidos e Irã também desempenha papel relevante. Segundo ele, o cenário aumenta a volatilidade de decisões de política fiscal e monetária, o que gera cautela no mercado brasileiro.
O especialista ressalta ainda a necessidade de observar o efeito de juros elevados. Ele alerta para movimentos especulativos que podem impactar curto prazo, com mudanças rápidas de declaração que não se traduzem imediatamente em impactos práticos para o bolso do consumidor.
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