- O ONS classifica o leilão de reserva de capacidade de março como positivo, mas insuficiente para fornecer a potência necessária ao sistema elétrico.
- O contrato supera a marca de 19 gigawatts, porém não atende plenamente os requisitos de potência, especialmente nos momentos de rampa de demanda.
- Parte das usinas vencedoras já estava no sistema; a outra parte é de nova geração que entrará em operação nos próximos anos.
- A operação enfrenta desequilíbrios relacionados à geração solar, que entra pela manhã e parte da tarde, demandando maior uso de hidrelétricas e termelétricas no fim do dia.
- O diretor citou o leilão de baterias, previsto para dezembro, como recurso adicional para a gestão do sistema elétrico pelo ONS, complementando o cenário atual.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia o leilão de reserva de capacidade realizado em março, voltado à segurança energética. O objetivo é assegurar potência suficiente para a rede brasileira.
Segundo o diretor de planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, parte das usinas vencedoras já estava no sistema, enquanto outra parte é de nova geração, prevista para entrar em operação nos próximos anos.
O estudo aponta que, mesmo com a contratação de cerca de 19 gigawatts (GW), a capacidade não atende integralmente às necessidades, principalmente nos momentos de rampa de demanda quando a energia solar diminui.
A curva do pato e as consequências para o ritmo da operação
Zucarato utilizou a metáfora da “curva do pato” para descrever o problema: geração solar alta pela manhã e parte da tarde, seguida pelo período de pôr do sol, exigindo maior uso de hidrelétricas e termelétricas.
Ele citou ainda que o leilão de baterias, programado para dezembro, será um recurso adicional para a gestão do sistema pelo ONS, contribuindo para estabilidade durante picos de demanda.
O dirigente afirmou que o LRCAP, embora essencial, não resolveu plenamente os desafios de equilíbrio da rede, sobretudo na transição entre geração solar e outras fontes.
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