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Pré-mercado aponta Copom otimista e FED cauteloso

Mercado aguarda corte da Selic pelo Copom, enquanto o Fomc mantém juros; petróleo recua e inflação sustenta pressão sobre o BC

Vista do prédio do Banco Central em Brasília: expectativa de corte da Selic
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  • Copom deve anunciar redução da Selic de 14,50% ao ano para 14,25% ao ano, conforme mudança de perspectivas nos últimos dias.
  • Nos EUA, o Fomc deve manter a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano, com indicação de cautela para o segundo semestre e sem espaço para corte imediato.
  • O preço do petróleo Brent caiu para cerca de US$ 79,15 o barril, menor desde 4 de março, refletindo o acordo preliminar de cessar-fogo entre EUA e Irã.
  • O mercado vê o IPCA de 2026 acima de 5%, apesar da queda recente do petróleo, mantendo espaço para possível corte de juros pelo Banco Central brasileiro.
  • A atenção dos investidores fica na coletiva de imprensa de Kevin Warsh, esperando sinais sobre a visão de juros do FED no segundo semestre.

Abertura de dia bom para investidores: o Copom deve anunciar hoje o novo patamar da Selic, enquanto o Fomc, nos Estados Unidos, mantém a taxa estável. A expectativa é de corte no Brasil, e de cautela no exterior, com impacto potencial sobre os mercados.

Ontem, as apostas mudaram rapidamente. A probabilidade de Selic em 14,50% caiu de 67,8% para 20,5%, e a chance de cortes de 0,25 ponto caiu para 21%? (corrigir: subiu para 79,0%). O recuo reflete a combinação de fatores, incluindo expectativa de trégua entre Irã e EUA e queda de petróleo.

O petróleo opera em baixa. Contratos de julho do Brent estão em US$ 79,15 por barril, menor nível desde 4 de março, após acordo preliminar de cessar-fogo que prevê isenção no estreito de Ormuz por 60 dias. Mesmo com o recuo, a volatilidade externa permanece.

No cenário doméstico, a inflação projeta alta. O Relatório Focus aponta IPCA de 2026 acima de 5%, acima do teto de 4,5%. Ainda assim, o mercado prevê corte da Selic, acompanhando a recuperação econômica e o recuo de choques energéticos.

Nos EUA, a expectativa é de manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75%. A probabilidade de corte é praticamente nula no momento, com foco na leitura de inflação norte-americana. O mercado observa a trajetória de juros diante de dados de maio.

Com a Presidenta do FED ainda por sinalizar segundo o mandato, a coletiva de Kevin Warsh pode definir o tom para o segundo semestre. Investidores buscam entender se há sinalização de alta de juros ou continuidade da cautela monetária.

Indicadores em foco incluem: no Brasil, IBC-Br de abr (+0,60% esperado) e Selic a 14,25% (previsão). Nos EUA, varejo de mai (+0,5%) e núcleo de varejo (+0,6%) aguardam confirmação de recuperação do ritmo de consumo.

Perspectivas para o dia passam pela atuação do Copom e pela coletiva de Warsh. A leitura de sinalização de política monetária será decisiva para orientar movimentos de câmbio, ações e juros no curto prazo, tanto no Brasil quanto no exterior.

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