- A SLC Agrícola adotou agricultura regenerativa em toda a safra 2024/25, combinando manejo do solo, bioinsumos e tecnologia na produção de soja, milho e algodão.
- A empresa revelou recordes de produtividade: soja com média acima de 69 sacas por hectare e milho próximo de 138 sacas por hectare em 2025.
- Defensivos biológicos cresceram na lista de insumos, representando 17,7% do total na safra 2024/25, com expansão do Manejo Integrado de Pragas e Doenças.
- A aplicação localizada de insumos, apoiada pela agricultura digital, gerou economia de 58,2 milhões de reais na safra 2024/25; fertilizantes nitrogenados com inibidores de urease também são usados.
- Em 2025, integração lavoura-pecuária foi implementada em 5.594 hectares (+33%); certificação Regenagri chegou a 325 mil hectares, com meta de 550 mil até 2030; a empresa também venceu o Prêmio Melhores do ESG 2026 (Agronegócio).
A SLC Agrícola investe em agricultura regenerativa para aumentar produtividade e resiliência climática. Na safra 2024/25, todas as lavouras da empresa tiveram ao menos uma prática regenerativa, segundo o Relatório Integrado 2025. A estratégia envolve solo saudável, bioinsumos e tecnologia.
A empresa atua com semeadura direta, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura. Defensivos biológicos e nutrição de precisão também ganham espaço, buscando reduzir emissões e fixar carbono no solo. O objetivo é ampliar eficiência e sustentabilidade a longo prazo.
A adoção dessas práticas busca manter a produtividade frente às mudanças climáticas, assegurando continuidade da operação e melhoria de resultados. A SLC também tem foco em gestão de riscos climáticos e certificação de padrões regenerativos.
Solo como base da produtividade
A semeadura direta representa um eixo central, somando 505 mil hectares operados na safra 2024/25. O método preserva a matéria orgânica e reduz erosão, mantendo a cobertura vegetal na lavoura anterior. Isso favorece infiltração e retenção de água.
Além disso, 253 mil hectares foram cultivados com plantas de cobertura e rotação de culturas. Esses recursos protegem o solo, aumentam biomassa e ajudam no sequestro de carbono, além de modular ciclos de pragas.
Defensivos biológicos cresceram para 17,7% do total aplicado na safra 2024/25, frente a 11,4% em 2020/21. O avanço acompanha o Manejo Integrado de Pragas e Doenças, com monitoramento técnico e priorização de soluções biológicas.
Tecnologia no manejo
A nutrição de precisão permite ajustar nitrogênio, potássio e fósforo conforme o potencial de cada talhão. A prática aumenta eficiência no uso de fertilizantes e reduz impactos ambientais.
A aplicação localizada de insumos, apoiada por agricultura digital, gerou economia de R$ 58,2 milhões na safra 2024/25. Fosfato e nitrogênio com inibidores de urease estão entre as soluções usadas para reduzir perdas.
A integração lavoura-pecuária foi ampliada para 5.594 hectares em 2025, alta de 33% ante o ano anterior. O modelo combina as atividades na mesma área, incentivando reciclagem de nutrientes e recuperação de áreas menos produtivas.
Carbono, certificação e risco climático
Em 2024, práticas como plantas de cobertura e cultivo sem revolvimento mecânico retiraram 552 mil toneladas de CO₂ da atmosfera. O volume equivale à neutralização de 54% das emissões de Escopo 1 da empresa.
A SLC avança na certificação Regenagri, avaliando práticas regenerativas na cadeia produtiva. Em 2025, havia 325 mil hectares certificados, com meta de 550 mil hectares até 2030.
Para Leonardo Celini, diretor de Operações, a conexão entre inovação, tecnologia e responsabilidade socioambiental guia o futuro do agronegócio. A companhia continua buscando equilíbrio entre produtividade e conservação.
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