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Verde faz stock picking no Brasil e compra ouro, prata e tecnologia global

Verde faz stock picking no Brasil com ouro, prata e tecnologia global, mantendo hedges cambiais e exposição a ações locais e internacionais

Verde faz ‘stock picking’ no Brasil – e compra ouro, prata e tech global
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  • Verde monta carteira com ouro, prata, ações globais de tecnologia e stock picking na Bolsa brasileira, com hedge barato em diferentes mercados.
  • Proteção principal é compra de dólares no exterior e venda de dólar futuro na B3, para lidar com um possível cenário de restrição a capitais e novo governo.
  • Ouro representa 5% e prata 3% do patrimônio; a prata é usada tanto como proteção contra inflação quanto pela indústria, como chips e eletrônicos.
  • Em ações globais, 4% do patrimônio no S&P 500 e 4,8% em carteira global, com peso relevante em tecnologia; a gestora aposta no ciclo da inteligência artificial.
  • No Brasil, 6,8% do patrimônio em ações e 6,8% em EWZ; aposta em stock picking além das blue chips, destacando mid e small caps por potencial de retorno.

Com fluxo de capitais voltando aos EUA e ambiente de desequilíbrio fiscal global, a Verde Asset montou uma carteira que mescla ouro, prata, ações globais de tecnologia e uma estratégia de stock picking na bolsa brasileira. A casa também trabalha com hedges considerados baratos.

Entre as posições, o fundo mantém 5% do patrimônio em ouro, 3% em prata e 4% em ações do S&P500, além de 4,8% em uma carteira global com foco em tecnologia. A estratégia inclui uma operação de dólar no exterior com venda de dólar futuro na B3 como proteção.

Destaques da estratégia

Para o fundador Luis Stuhlberger, é essencial diversificar com metais preciosos ante tensões geopolíticas e risco fiscal. Ele aponta que a prata tem dupla função: proteção inflacionária e uso pela indústria, especialmente em chips e eletrônicos.

A Verde enfatiza que a demanda por prata e ouro pode crescer se bancos centrais ampliarem reservas. O comentário ocorre em meio a comentários sobre a possível aquisição de ativos por parte de autoridades monetárias e sobre restrições de capitais.

Visão sobre o mercado brasileiro

No portfólio doméstico, a Verde destina 6,8% do patrimônio a ações brasileiras e 6,8% a uma posição com opções sobre EWZ. O head de análise de ações Brasil afirma que o momento é de selecionar oportunidades além das blue chips.

Segundo a análise interna, empresas fora do setor de commodities apresentam perspectivas de lucro desafiadoras para 2026, o que dificulta atrair capital estrangeiro de volta para o Brasil. A visão é de que há espaço para ações mais baratas, geradoras de caixa e com menor alavancagem.

Contexto de mercado e perspectivas

A Verde sustenta que a tendência de valorização de bolsas globais com exposição tecnológica pode capturar o ciclo atual da AI. O co-gestor de ações globais enfatiza que a exposição internacional é a melhor forma de aproveitar o momento.

Durante a conferência, gestores comentaram o cenário de juros elevados e o ambiente político, com previsão de que candidaturas não apresentem planos de ajuste fiscal de forma explícita durante campanhas. O evento, marcado pela queda de humor entre investidores, destacou desafios de curto prazo e cautela com o fluxo de capitais.

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