- Gerentes de patrimônio relatam aumento de atividade entre clientes tech de alto patrimônio, com expectativa de grande liquidez neste ano, incluindo profissionais de SpaceX, OpenAI e Anthropic.
- Clientes costumam ser estratégicos: avaliam o que é “riqueza central” antes de gastar e consideram que o valor das ações pode oscilar bastante ao longo do tempo.
- A definição de riqueza mudou: o perfil típico varia entre 20 milhões e 100 milhões de dólares, com formação de family office já no radar, e cerca de 25 milhões reservados para isso.
- Períodos de lock-up de IPO podem exigir planejamento cuidadoso, especialmente em formatos com várias etapas de venda das ações.
- Minimizar impostos continua em foco, com estratégias como forwards variáveis e empréstimos contra a corretora; clientes também exploram filantropia e reinvestimento em novas startups.
Duas assessoras privadas de patrimônio que trabalham com indivíduos de alto patrimônio técnico relatam aumento na atividade de clientes, com expectativa de grande liquidez neste ano. Nesse grupo estão funcionários e investidores iniciais de SpaceX, OpenAI e Anthropic, que se aproximam de fortunas significativas. As consultorias concordaram em falar, sem citar nomes de empresas.
Os assessores descrevem clientes que costumam ser estratégicos ao movimentar riqueza repentina, preferindo investimentos em imóveis ou alocações em ações com potencial de valorização, em vez de bens de consumo.
A definição de riqueza mudou para muitas pessoas do setor de tecnologia. A faixa de clientes considerados ultra-ricos pode variar, com perfis entre 20 milhões e 100 milhões de dólares, segundo as especialistas.
Além disso, cresce a tendência de formação de family offices mais cedo, com accumulation de capital que ultrapassa o patamar inicial. Para alguns, a formação de um family office pode consumir cerca de 25 milhões de dólares em planejamento.
Planejamento e liquidez
A janela de venda de ações após IPO continua sob Premiere de lock-up, geralmente em torno de 180 dias, o que reduz a oferta imediata de ações no mercado. Em casos de lockups escalonados, a complexidade de liquidez aumenta com múltiplos pontos de venda.
Estratégias para reduzir a carga tributária aparecem entre as preferidas: instrumentos como forwards pré-pagos variáveis, operações de box spread e empréstimos contra a carteira são citados como opções em avaliação. As operações envolvem riscos e estão sujeitas a fiscalização.
As assessoras observam que o uso de inteligência artificial mudou o atendimento: clientes chegam com perguntas mais apuradas e com acesso a informações avançadas, o que eleva o nível das discussões com os assessores.
Na prática, a Goldman Sachs expandiu serviços de concierge para clientes de alto patrimônio, oferecendo desde opções de transporte até suporte em saúde, segurança e educação, enquanto a concorrência utiliza ferramentas de IA para planejamento mais personalizado.
Orientação de investimento e filantropia
Os consultores enfatizam a importância de investir em atividades que promovam satisfação pessoal, incluindo reinvestimento em startups ou criação de novos projetos. Muitos clientes mantêm o foco em alocar parte de seus recursos em novas empreitadas tecnológicas.
A filantropia vem ganhando destaque entre essa nova geração de milionários, com doações mais estratégicas e educativas para orientar a próxima geração na gestão de riqueza. Em alguns casos, há destinações para ações filantrópicas envolvendo causas sociais.
As consultorias ressaltam que as decisões devem considerar objetivos pessoais de cada cliente, como facilitar aquisição de imóveis para a família, apoiar novos empreendimentos ou financiar projetos beneficentes. Essas escolhas moldam a carteira de ativos a longo prazo.
Esta matéria integra a newsletter Backchannel de Steven Levy. Fontes concordaram em discutir tendências sem revelar nomes de empresas envolvidas.
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