- A Raízen está em recuperação extrajudicial, a maior do país, com dívidas negociadas em cerca de R$ 65 bilhões.
- Duas gestoras especializadas, conhecidas como “special sits” (situações especiais), devem ficar com parte do crédito dos credores.
- O plano envolve dividir a companhia em uma unidade de açúcar e etanol e outra com ativos de distribuição.
- Credores incluem detentores de dívida externa (bondholders) e de dívida local (debenturistas e crazistas).
- A Raízen é controlada pela Cosan e pela Shell.
O processo de recuperação extrajudicial da Raízen, maior recuperação em curso no país, envolve a divisão da empresa em duas unidades. A gestão prevê separação entre açúcar e etanol, e a área de distribuição de energia e combustíveis.
A Raízen é controlada pela Cosan e pela Shell, e os credores possuem títulos de dívida externa e dívida local. O objetivo é reorganizar a estrutura de ativos para facilitar a recuperação financeira.
Além disso, duas gestoras especializadas, conhecidas como special sits, devem ficar com parte do crédito dos credores. O plano em avaliação prevê a delegação de parte das responsabilidades a essas duas instituições.
Seleção de gestoras especializadas
As duas gestoras deverão atuar dando suporte na aplicação do plano, que envolve a repartiçao de ativos entre as novas unidades. Os credores incluem bondholders e debenturistas, além de craquistas, cada um com diferentes classes de títulos.
A tensão entre as partes se sustenta na necessidade de manter liquidez, cumprir metas de reestruturação e preservar valor para os credores, enquanto a empresa busca uma recuperação estável.
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