- Economista-chefe Marcelo Toledo, Bradesco Asset Management, diz que o Copom parece dar peso menor às projeções do BC.
- Toledo afirma que alongar o horizonte relevante da política monetária aumenta os riscos de desancoragem das expectativas de inflação de médio e longo prazo.
- Segundo ele, a decisão desta quarta não foi a mais desejável.
- Na leitura dele, houve maior peso ao nível atual da Selic do Brasil do que às projeções.
- Ele ressalva que uma única reunião não deve definir a credibilidade da autoridade monetária.
O Copom divulgou nesta quarta-feira que alongou o horizonte relevante da política monetária. Segundo o Banco Central, a mudança aumenta a dose de risco associada à manutenção da inflação no médio e longo prazo.
Um economista-chefe da Bradesco Asset Management, Marcelo Toledo, afirma que a decisão não foi a mais desejável, mas não deve comprometer a credibilidade da autoridade monetária por si só. Ele observa que a atuação envolve avaliar a trajetória da inflação.
Para Toledo, o BC passou a atribuir mais peso ao nível atual da Selic do que às projeções de longo prazo. A leitura é de que a política monetária pode estar mais próxima das condições vigentes do que das previsões futuras.
Análise de Toledo
A reforma do horizonte aparece como sinal de que a autoridade monetária prefere responder ao cenário imediato. Isso pode, segundo ele, aumentar a volatilidade de curto prazo na inflação e nas expectativas.
O economista ressalta que um único ajuste não define a credibilidade do Copom. A continuidade do processo de comunicação e a condução futura da política serão determinantes para a percepção do mercado sobre a autoridade.
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