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CredCesta é privatizada durante gestão de Jaques Wagner na Bahia

Privatização da Empresa Baiana de Alimentos viabilizou o CredCesta, cartão consignado ligado ao Master, Augusto Lima e Vorcaro, alvo da operação Compliance Zero

Senador Jaques Wagner (PT-BA) no plenário do Senado — Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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  • Em 2018, a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede Cesta do Povo, foi privatizada; o então secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, participou do processo.
  • O CredCesta, operação de cartão consignado associada ao Banco Pleno, foi incorporado ao Master por Augusto Lima após parceria com Daniel Vorcaro, em 2019.
  • No leilão da Ebal, venceu a NGV, com sócio espanhol Ignácio Moralez; houve movimentações jurídicas anteriores envolvendo advogados ligados a Vorcaro e Lima.
  • Antes do leilão, o CredCesta recebeu exclusividade de quinze anos para exploração do cartão junto aos três poderes da Bahia, com até trinta por cento da margem consignável, e garantia de não transferência de dívidas à NGV.
  • A NGV cedeu direitos do CredCesta à PKL; o Master comprou cinquenta por cento da PKL por R$ 22 milhões, com controladores ligados a fundos administrados por João Carlos Mansur.

A Privatização da Ebal, empresa responsável pela rede de supermercados Cesta do Povo, ocorreu em 2018 sob governança baiana. O processo envolveu mudanças na operação do CredCesta, cartão consignado ligado ao Banco Pleno, que acabou privatizado pela gestão estadual.

O CredCesta ganhou destaque ao fazer parte de um conglomerado ligado ao Master, após aquisição feita por Augusto Lima em conjunto com Daniel Vorcaro, em 2019. O banco já havia sido liquidado pelo Banco Central, mantendo a operação de cartão consignado sob nova gestão.

A privatização da Ebal foi conduzida com três leilões e ajustes no CredCesta, buscando atrair compradores. No governo, Jaques Wagner, então secretário de Desenvolvimento Econômico, participou do processo. Hoje Wagner figura entre os alvos da operação Compliance Zero.

Costa, governador à época, defende que a venda da Ebal livrou o estado de prejuízos. Em declarações recentes, Rui Costa destacou que a operação do CredCesta foi fundamental para viabilizar a venda do negócio, que apresentava déficits expressivos.

O vencedor do leilão foi a NGV, com o sócio único Ignácio Moralez. Há registro de que, antes do leilão, um advogado ligado a Vorcaro atuou para que Lima e Peretto subscrevessem debêntures da NGV, conforme apurado pelo portal UOL.

Antes da conclusão do leilão, o CredCesta recebeu exclusividade de 15 anos na exploração do cartão junto aos três poderes da Bahia, com possibilidade de até 30% da margem consignável. A garantia de non-sujeição de dívidas ajudou a atrair investidores.

Posteriormente, a NGV repassou parte dos direitos do CredCesta à PKL, que, por sua vez, teve parte da operação adquirida pelo Master em 50% por 22 milhões de reais. A estrutura de controle envolve fundos Diamond e Reag 34, administrados pela gestora Reag, ligada a João Carlos Mansur.

Segundo a decisão do STF, Daniel Lopes Monteiro atuou como operador jurídico financeiro próximo ao Banco Master e às tratativas envolvendo o apartamento Poème Horto, indicado como benefício de Augusto Lima a Wagner, com implicações diversas nas investigações.

Ainda conforme a decisão, a PKL aparece como transferidora de recursos para a BN Financeira, empresa associada à filha de Wagner. O repasse, estimado em 3,5 milhões de reais, envolve entidades vinculadas ao núcleo de Lima e dirigido por Andrea Lima Novaes.

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