- A demanda mundial por petróleo deve chegar a 124,1 milhões de bpd em 2050, ante 105,1 milhões de bpd em 2025, segundo o relatório Perspectivas Mundiais do Petróleo (WOO) da Opep.
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- A Opep revisou para cima as projeções: 2050 passa a 124,1 milhões de bpd, com 2030 subindo de 112,3 para 113,3 milhões de bpd; a estimativa de 2025 permanece em 122,9 milhões de bpd para 2050.
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- A maior parte do crescimento virá de economias não OCDE, cuja demanda deve aumentar 26,9 milhões de bpd entre 2025 e 2050.
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- A Índia deverá ser o principal motor do crescimento, com aumento de 8,1 milhões de bpd até 2050; regiões emergentes da Ásia, Oriente Médio, África e América Latina também devem contribuir.
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- Derivados de transporte e indústria liderarão a expansão; querosene de aviação e combustível de jato devem subir 4,2 milhões de bpd até 2050, com o petróleo mantendo cerca de 30% da demanda de energia global.
Opep divulgou nesta quinta-feira o novo Relatório Perspectivas Mundiais do Petróleo (WOO), que indica alta na demanda global por petróleo. A projeção aponta 124,1 milhões de barris por dia (bpd) em 2050, frente a 105,1 milhões de bpd em 2025, reforçando a visão de que não haverá pico de consumo no horizonte.
A revisão sobe em relação ao relatório de 2023. Em 2050, a demanda passa a ser 1,2 milhão de bpd superior ao estimado anteriormente para o mesmo ano. A organização também elevou as previsões para 2030, sustentando que mudanças políticas, segurança energética, crescimento econômico e expansão populacional pressionarão o consumo.
A maior parte do aumento deve ocorrer em economias não ligadas à OCDE. Entre 2025 e 2050, a demanda nessas nações deve crescer em 26,9 milhões de bpd, enquanto a OCDE tende a minguar a longo prazo após uma alta modesta até o fim da década.
Principais motores do crescimento
Segundo o relatório, a Índia deverá liderar o impulso global, com ganho de 8,1 milhões de bpd até 2050. Regiões emergentes da Ásia, Oriente Médio, África e América Latina também devem contribuir significativamente para o crescimento.
Derivados ligados ao transporte e à atividade industrial devem puxar o consumo. Querosene de aviação e combustível de jato devem subir 4,2 milhões de bpd até 2050, seguidos por diesel/gasóleo com 3,8 milhões de bpd e GLP/etano com 3,5 milhões de bpd.
Ainda conforme o WOO, o petróleo permanecerá como a principal fonte de energia por meio de 2050, respondendo por cerca de 30% da demanda total. O crescimento econômico e demográfico de economias emergentes é apontado pela organização como sustentáculo desse movimento.
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