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Empresário afirma que produzir conteúdo não é com ele e pode custar caro

Empresária digital afirma que presença online é estratégica e pode ampliar vendas; quem evita redes deixa receita na mesa

Gabi Salles: "Tudo na internet é número" (Eduardo Frazão/Exame)
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  • Gabi Salles, estrategista digital, participou do Road Show Negócios em Expansão em Belo Horizonte para mostrar que redes sociais são estratégias de venda, não assunto de estagiário.
  • Ela afirma que a ideia de que produção de conteúdo não é com o empresário é cara, já que tudo na internet é número e mensurável.
  • O evento contou com Léo Cirino, que comparou recusar redes sociais a recusar capa de revista, enfatizando que é preciso estar presente para não perder alcance.
  • Cirino disse que o Brasil tem cerca de 20 milhões de criadores; o conteúdo eficaz gera identificação e conexão, não apenas atributos de produto.
  • Gabi propõe uma esteira de produtos baseada no público, começando com conteúdos de entrada para depois oferecer itens maiores, e reforça que o empresário não pode ignorar a presença digital.

Gabi Salles, empreendedora digital com mais de uma década de atuação, participou do Road Show Negócios em Expansão em Belo Horizonte para discutir a presença digital das empresas. Ela destacou que o tema costuma ser visto como responsabilidade de estagiários ou do marketing, mas que a internet é estratégica para vendas.

Antes de Salles, Léo Cirino, CMO da EXAME, abriu o evento com uma palestra sobre marca pessoal voltada a donos de negócio. Os dois abordaram por que muitos empresários ainda evitam as redes sociais e o que pode ser perdido nesse atraso.

Cirino comparou a recusa às redes com recusas históricas a coberturas de mídia, afirmando que o Brasil tem cerca de 20 milhões de criadores de conteúdo. O recado é que o empreendedor não precisa dominar a linguagem das redes, apenas reconhecer a importância comercial.

Gabi Salles reforçou a ideia de que tudo no ambiente digital é mensurável e que essa rastreabilidade é uma vantagem muitas vezes ignorada. Ela citou indicadores como tráfego, alcance, taxa de conversão e custo de aquisição de seguidores.

A executora defende uma esteira de produtos: iniciar com conteúdos ou ofertas de baixo custo para criar confiança, evoluindo para propostas mais complexas conforme a relação com o público se estreita. A base é entender a dor da audiência.

Para ela, o ponto de partida da oferta não é o produto em si, e sim o público-alvo. Pesquisas com a própria audiência ajudam a mapear necessidades e a definir a sequência de produtos a serem apresentados.

A conclusão comum entre Cirino e Salles é clara: o dono do negócio não pode omitir a presença digital, pois é onde o cliente está e onde a decisão de compra se forma. Quem fica de fora perde espaço para a concorrência.

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