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EUA e Irã formalizam acordo; impactos para o mercado hoje

Copom reduz Selic com viés contido; Fed mantém juros altos; EUA e Irã firmam acordo interino de paz com cessar-fogo de 60 dias e desnuclearização

Copom reduziu Selic em 0,25 ponto percentual, mas sinalizou que cortes podem parar
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  • O Copom cortou a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, adotando postura cautelosa diante de riscos inflacionários ligados a petróleo, conflito no Oriente Médio e incerteza fiscal; o mercado viu o movimento como um ajuste contido.
  • A tendência para o pregão de hoje é de alívio moderado na bolsa, com cortes da Selic favorecendo setores domésticos sensíveis a juros, como varejo e construção, e tendência de queda nos juros futuros de curto prazo; setores mais alavancados permanecem pressionados.
  • Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano e sinalizou que juros altos devem permanecer por mais tempo; o core (núcleo) da inflação segue acima da meta.
  • EUA e Irã assinam acordo interino de paz com cessar-fogo de 60 dias e possibilidade de tratado definitivo; assinatura presencial está marcada para sexta-feira, em Genebra.
  • O Irã se compromete a não buscar arma nuclear e a desmantelar pontos sensíveis do programa; os EUA e aliados prometem afrouxar sanções gradualmente e facilitar ativos, com retirada progressiva de tropas e reabertura do Estreito de Hormuz; cronograma operacional ainda não está definido.

O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, com mensagem cautelosa. O banco destacou riscos inflacionários ligados ao petróleo, ao conflito no Oriente Médio e à incerteza fiscal. O movimento é visto como contido, mantendo o juro real em patamar contracionista e sem sinal de aceleração das próximas quedas.

O mercado deve reagir com alívio moderado nesta quinta-feira, puxado pela sinalização do BC. Novos cortes da Selic podem favorecer ações de varejo e construção, além de reduzir contratos de juros futuros de curto prazo. Contudo, setores mais alavancados devem permanecer pressionados pelo nível elevado da taxa.

Nos Estados Unidos, o Fed manteve a meta de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano e sinalizou que as taxas permanecerão altas por mais tempo. O núcleo da inflação permanece acima de 2%, pressionando o dólar e os rendimentos de Treasuries.

Acordo entre EUA e Irã

Autoridades dos Estados Unidos e do Irã assinaram eletronicamente um acordo de paz na noite de ontem, segundo uma autoridade americana e a mídia estatal iraniana. O texto, com 14 pontos, prorrogou o cessar-fogo por 60 dias e abriu caminho para negociações de um tratado definitivo. A assinatura presencial está prevista para sexta, em Genebra, com representantes de alto nível de ambos os países.

O memorando prevê que o Irã não busque armas nucleares e desmantele pontos sensíveis do programa atômico. Em contrapartida, EUA e aliados devem relaxar sanções gradualmente, liberar parte dos ativos iranianos congelados e negociar um pacote financeiro de centenas de bilhões de dólares para reconstrução. O acordo traz ainda a retirada progressiva de forças de combate dos EUA da região e a reabertura do Estreito de Hormuz, embora o cronograma não esteja definido.

No campo republicano, críticas apontam que o acordo recompensa o Irã ao associar alívio de sanções a compensações financeiras. A Casa Branca sustenta que o entendimento visa evitar a fabricação de armas nucleares e reduzir o risco de nova escalada que afete o mercado global de energia. Em Teerã, as autoridades veem o texto como avanço importante, condicionando o cumprimento total à retirada de sanções, bem como da presença de tropas estrangeiras.

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