Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gestoras reforçam posição em dólar ante riscos eleitorais e fiscais no Brasil

Gestoras mantêm dólar como proteção diante de incertezas fiscais, calendário eleitoral e risco externo, aumentando cautela nos ativos brasileiros

dólar
0:00
Carregando...
0:00
  • Dólar volta a ganhar espaço nas carteiras de grandes gestoras, com a Fator e a AZ Quest mantendo posição comprada em dólar por proteção diante de incertezas fiscais, eleitorais e cenário externo.
  • O ambiente global permanece marcado por riscos, com o conflito no Oriente Médio e a资源 de petróleo mantendo a inflação sob pressão e limitando cortes de juros; o dólar tende a se fortalecer globalmente.
  • No Brasil, o IPCA-15 de maio veio acima do esperado, o que recalibra as projeções para a Selic e a curva de juros, e houve saída líquida de cerca de R$ 14 bilhões de estrangeiros da bolsa em maio, acompanhando queda do Ibovespa.
  • A AZ Quest mantém exposição comprada em dólar e segue com viés favorável à moeda norte-americana por meio de operações táticas, adotando postura mais cautelosa na renda variável brasileira.
  • A Fator permanece construtiva com o mercado acionário local, ampliando participação em imóveis ligados ao programa Minha Casa, Minha Vida; ambas monitoram inflação, cortes da Selic e cenário eleitoral de 2026.

O dólar voltou a ganhar espaço nas carteiras de grandes gestoras brasileiras. Em cartas mensais, Fator e AZ Quest destacam incertezas fiscais, proximidade das eleições e ambiente externo conturbado como motivos para manter posições em dólar.

A compatibilidade entre cenário externo e doméstico também orienta as estratégias. As gestoras observam conflitos no Oriente Médio, trajetória dos juros nos EUA e impactos para a economia brasileira, levando ambas a adotar tom mais contido em ativos locais, mesmo mantendo potencial de cortes graduais na Selic.

Na leitura da Fator, a proteção cambial é prioridade, com posição comprada em dólar de forma opcionalizada para aproveitar volatilidade e reduzir atratividade do real como carry. A AZ Quest confirma exposição comprada em dólar por meio de operações táticas.

O diagnóstico global aponta riscos persistentes. Com o estreito de Ormuz impactando o petróleo, a inflação pode permanecer pressionada e cortes de juros menos prováveis. A AZ Quest também ressalta força do mercado de trabalho americano, que sustenta cautela do Federal Reserve.

Esse ambiente favorece o dólar como proteção, reduzindo espaço para estímulos agressivos nos EUA. As gestoras destacam que pressões inflacionárias, principalmente por choques de oferta no setor de energia, mantêm volatilidade elevada.

No Brasil, o cenário doméstico fica mais desafiador. O IPCA-15 de maio ficou acima do esperado, com impactos em alimentação, serviços e energia, o que reabriu a curva de juros e influenciou o fluxo de capitais.

A Fator aponta saída líquida de quase R$ 14 bilhões de estrangeiros em maio, o que puxou o Ibovespa em queda e favoreceu a valorização do dólar. A AZ Quest enfatiza riscos fiscais e políticos ante a aproximação das eleições, aumentando a volatilidade.

Divergências sobre a bolsa aparecem entre as gestoras. A AZ Quest adota posição vendida em Ibovespa via opções, justificando cautela diante das incertezas políticas e da dependência do fluxo externo. Mantém exposição em ouro, cobre e petróleo.

A Fator, por sua vez, continua construtiva com o mercado acionário brasileiro, destacando ativos locais com múltiplos atrativos e projeções positivas para bancos, energia, materiais básicos e utilities. Também ampliou posições no setor imobiliário ligado ao Minha Casa, Minha Vida.

Para os próximos meses, ambas devem monitorar o conflito no Oriente Médio, o preço do petróleo e os sinais dos bancos centrais. No Brasil, as atenções ficam com inflação, ritmo de cortes da Selic e ambiente político com o calendário de 2026.

A adoção de posições compradas em dólar permanece como mecanismo de proteção, mesmo diante de oportunidades em outras classes de ativos. A pauta continua marcada pela volatilidade e pela necessidade de equilíbrio entre proteção cambial e exposição setorial.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais