- Gilmar Mendes homenageou Fernando Henrique Cardoso pelo 95º aniversário, destacando o Plano Real como o maior programa social já realizado no Brasil, por proteger a renda da população mais pobre da hiperinflação.
- A nota, acompanhada de um artigo de Pedro Malan, relembra reformas dos anos noventa e aponta a chegada de FHC à Fazenda em 1993 como marco que iniciou a estabilização econômica, com PAI, Unidade Real de Valor e Lei de Responsabilidade Fiscal.
- O texto ressalta a modernização do Estado, privatizações em setores estratégicos e criação de agências reguladoras com autonomia, para reduzir influência de ciclos políticos.
- No campo social, cita Bolsa Escola e Bolsa Alimentação como precursors do Bolsa Família, além de avanços no SUS, na regulamentação de remédios genéricos, no combate ao HIV/AIDS e na educação com a LDB e a redução do analfabetismo.
- Mendes destaca o “dream team” de quadros públicos que atuaram na gestão, e vê lições para 2026 sobre responsabilidade fiscal, controle inflacionário e compromisso com contratos, enfatizando a visão de longo prazo.
Gilmar Mendes, decano do STF, homenageou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao celebrar seus 95 anos via nota oficial publicada nas redes sociais na quinta-feira (18/6). A mensagem ressalta o legado de FHC, em especial o Plano Real, como referência para crises e incertezas.
O ministro destaca o Plano Real como o maior programa social já realizado no Brasil, por proteger a renda da população mais pobre da hiperinflação. A homenagem também valoriza a trajetória de estabilização econômica iniciada na gestão de FHC.
A leitura de Mendes acompanha um artigo de Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda, que revisita as reformas estruturais da década de 1990. O texto aponta 1993, quando FHC chegou ao ministério, como marco para enfrentar a inflação.
> Estabilização econômica e modernização do Estado
O relato descreve fases da política econômica, incluindo o PAI, a Unidade Real de Valor e a transição que levou ao Real em 1994. Também cita a Lei de Responsabilidade Fiscal e o refinanciamento de dívidas estaduais pela União.
Segundo a análise, a gestão de FHC promoveu uma reforma administrativa de larga escala, com modernização de carreiras do funcionalismo e saneamento de setores em crise, como o bancário.
Paralelamente, o período viu privatizações em telecomunicações, mineração, energia e finanças, além da criação de agências reguladoras autônomas para blindar a administração pública.
> Avanços sociais, articulação política e reflexos atuais
No campo social, Mendes destaca programas que antecederam o Bolsa Família, como Bolsa Escola e Bolsa Alimentação, considerados pilares da política de transferência de renda.
A nota também reforça avanços do SUS, regulamentação de medicamentos genéricos, ações de combate ao HIV/AIDS e a consolidação da educação com base na LDB. A gestão é associada ao fortalecimento público.
O decano cita o chamado dream team, reunindo nomes importantes que integraram o governo na época, como Malan, Serra, Jungmann, Fraga e Jobim, entre outros.
O texto aponta que as lições do período podem embalar debates atuais sobre responsabilidade fiscal, controle da inflação e cumprimento de contratos, conforme o artigo de Malan.
Mendes encerra enfatizando que o aniversário é um convite para refletir sobre visão de longo prazo e coragem para enfrentar problemas complexos, mantendo foco no desenvolvimento e na ampliação de oportunidades.
Entre na conversa da comunidade