- A partir de julho de 2026 entra em vigor a alíquota máxima de 35% para importação de carros elétricos e híbridos, encerrando o escalonamento iniciado em 2024.
- O regime passa a ser unificado, independentemente da tecnologia, seguindo o teto da Organização Mundial do Comércio para automóveis de passageiros.
- A mudança encerra a isenção vigente desde 2016 e chegou após disputa entre Anfavea (montadoras) e Abeifa (importadores), sobre acelerar ou manter o cronograma gradual.
- Em maio de 2026, o mercado de elétricos e híbridos registrou 44.981 emplacamentos, alta de 16,8% frente a abril e 170,3% vs. maio de 2025, segundo a ABVE.
- O efeito sobre o preço final depende de cada fabricante; algumas montadoras já anteciparam estoques ou aceleraram produção local para mitigar impactos.
O imposto de importação de carros elétricos e híbridos no Brasil terá o seu quarto e último reajuste desde a retomada da cobrança. A partir de julho de 2026, a alíquota será unificada em 35%, abrangendo todos os veículos eletrificados ao cruzarem as fronteiras nacionais.
O fim do escalonamento encerra um período de isenções iniciado em 2016. Inicialmente, 12% para híbridos e 10% para elétricos, com aumentos graduais para dar previsibilidade ao mercado. Agora, a alíquota atinge o teto da OMC para automóveis de passageiros.
A decisão envolve disputas entre representantes do setor automotivo em Brasília. A Anfavea pressionou pela antecipação da taxa cheia, argumentando que a chegada maciça de importados, principalmente da China, desequilibrava o mercado. A Abeifa defendia o cronograma gradual.
Dados da ABVE indicam alta demanda por eletrificados: 44.981 emplacamentos em maio de 2026, alta de 16,8% frente abril. Em relação a maio de 2025, o avanço é de 170,3%, mostrando impulso nas vendas.
Ainda sem clareza sobre o preço final, o efeito do reajuste depende da estratégia de cada fabricante. Alguns podem repassar o custo total ou parcial ao consumidor, enquanto outros podem manter margens para proteger competitividade.
Fabricantes com forte volume podem amortecer o impacto inicial. A BYD, por exemplo, anunciou grandes entradas de estoque para reduzir o efeito da mudança. Montadoras chinesas já investem em produção local para ampliar presença no mercado.
Marcas nacionais aceleram nacionalização de tecnologia para reduzir dependência de importação. A GWM opera fábricas em Bahia e São Paulo, com planos de expandir. A Omoda confirmou produção no Brasil, na fábrica da JLR, no Rio de Janeiro.
Geely também avança com produção local, incluindo o hatch elétrico EX2 e o SUV híbrido plug-in EX5, em parceria com a Renault. Outros fabricantes nacionais e internacionais estudam projetos de fabricação em território brasileiro.
O governo federal busca incentivar a produção local de motores e baterias, visando descarbonização da frota. A meta é aumentar o conteúdo nacional e atrair investimentos bilionários para a indústria automotiva brasileira.
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