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Partido Comunista de Cuba aprova reformas para abrir mais a economia

PCC aprova pacote de reformas para ampliar abertura econômica, atrair capital da diáspora e reduzir o tamanho do Estado, diante de sanções americanas

Movimentação em avenida próxima ao Congresso de Cuba, em Havana
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  • O Partido Comunista de Cuba aprovou, na quarta-feira, 17 de junho, um pacote de reformas econômicas para ampliar o investimento privado, atrair capital de cubanos no exterior e reduzir o tamanho do Estado.
  • As medidas foram anunciadas após uma sessão plenária extraordinária do Comitê Central, com quase 20 propostas discutidas para transformar a economia e a sociedade.
  • A adoção final depende da aprovação da Assembleia Nacional do Poder Popular, que deve se reunir em sessão extraordinária na quinta-feira, 18 de junho.
  • O líder Miguel Díaz-Canel afirmou que as mudanças são urgentes para enfrentar a crise agravada pelo embargo dos Estados Unidos, que já pressionou a economia cubana.
  • Raúl Castro expressou apoio às reformas, em carta lida na reunião, ressaltando que as propostas visam reativar a economia do país.

O Partidar Comunista de Cuba (PCC) aprovou, nesta quarta-feira, um conjunto de reformas econômicas para abrir mais setores ao investimento privado, atrair capital da diáspora cubana e reduzir o tamanho do Estado. A sessão foi em Havana.

A decisão ocorreu em meio à crise econômica agravada por sanções dos EUA, que atingem investimentos estrangeiros e restringem embarques de petróleo e mercadorias. O anúncio veio pela televisão estatal após a plenária extraordinária do PCC.

O PCC informou que as propostas visam transformar o modelo econômico, mantendo a responsabilidade social do Estado, conforme discurso de encerramento do líder Miguel Díaz-Canel. A sessão contou com a participação de representantes do partido.

Raúl Castro, ex-líder cubano, de 95 anos, apoiou as reformas por meio de uma carta lida na reunião. Ele afirma que as mudanças são compatíveis com a Revolução e com o atual cenário político.

Desde meses, o governo autorizou já parcerias entre Estado e privado e abriu a possibilidade de participação da diáspora em empresas no país. As medidas, no entanto, dependem de aprovação da Assembleia Nacional.

O governo cubano afirma que as reformas podem mitigar a crise provocada pelo embargo, que também contribuiu para apagões e desabastecimento. A expectativa é de que a Assembleia se reúna em sessão extraordinária nesta quinta-feira (18).

O primeiro-ministro Manuel Marrero destacou que as mudanças não comprometem a responsabilidade social do Estado. A política externa mantém negociações com os EUA, apesar da pressão e das sanções.

O embargo de petróleo e as restrições de comércio continuam afetando a economia cubana havia meses. As novas propostas preveem reestruturação do aparato estatal, com redução de ministérios e de funcionários.

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