- Verde Asset montou uma estratégia de proteção em dólar no exterior para a hipótese de um quarto mandato de Lula com quadro fiscal insustentável.
- A proteção é considerada “must-have” em cenário de piora, segundo o CEO e CIO da Verde, Luis Stuhlberger.
- A operação envolve vender dólar futuro na B3 e comprar dólar nos Estados Unidos como hedge contra restrições à saída de capitais e taxação cambial.
- Mesmo que Flávio Bolsonaro possa vencer a eleição, o gestor vê menor probabilidade de um grande bull market no Brasil.
- O texto cita que apenas Renan Santos, da Missão, defenderia explicitamente um ajuste fiscal, de acordo com a visão do gestor.
O fundo multimercado Verde mantém uma estratégia de proteção em dólar no exterior voltada a um possível quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso haja desequilíbrio fiscal. A medida foi apresentada pelo CEO e CIO da Verde Asset Management, Luis Stuhlberger, em evento anual da gestora.
A estratégia envolve comprar dólar no exterior para haver proteção contra restrições à saída de capitais, especialmente em cenários de maior risco cambial. Segundo o gestor, o dólar offshore pode se tornar mais valioso que o dólar disponível no Brasil caso haja limitações à movimentação de recursos.
Stuhlberger explicou que a proteção é acionada por meio de operações: vende-se dólar futuro na B3 e compra-se nos Estados Unidos, uma dinâmica que, na prática, pode se tornar mais vantajosa em cenários com controles de capitais. O objetivo é proteger o portfólio diante de possíveis mudanças cambiais e de tributação.
Mesmo que o cenário eleitoral traga menos estímulos para um bull market no Brasil, o gestor afirmou que é improvável assistir a um grande ajuste fiscal durante a campanha. Ele citou Renan Santos, do Movimento Missão, como o único candidato apresentado no momento com discurso mais direto sobre necessidade de ajuste fiscal.
A notícia é baseada na cobertura do Valor Econômico sobre a fala de Stuhlberger durante o evento da Verde. A reportagem detalha a estratégia de hedge e o racional por trás da proteção cambial para cenários de desvalorização ou restrição de capitais.
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