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Cidades especializadas movimentam bilhões e impulsionam a economia do Paraná

Capitais produtivas do Paraná moldam a economia nacional, com a indústria respondendo por 25% do PIB e crescimento acima da média

A diversificação industrial do Paraná com tecnologia e inovação reflete na geração de emprego e renda.
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  • O Paraná abriga quase quarenta municípios chamados de capitais produtivas, responsáveis por R$ 765 bilhões ao ano e pela quarta maior economia do país.
  • A indústria representa 25% do PIB estadual (R$ 130 bilhões) e o estado está entre os três maiores em Valor de Transformação Industrial, com produção industrial de 2024 acima da média nacional.
  • Capitais produtoras visitadas pela Gazeta do Povo incluem Cianorte (vestuário), Apucarana (boné), Arapongas (moveleira), Ponta Grossa (cerveja), União da Vitória (madeira), Nova Aurora (tilápia), Dois Vizinhos (avicultura) e Foz do Iguaçu (turismo).
  • Cianorte lidera o polo de vestuário, com PIB per capita próximo de R$ 50 mil e grande participação na confecção nacional; Apucarana detém cerca de 80% da produção nacional de bonés.
  • Nova Aurora é a Capital Nacional da Tilápia, e Dois Vizinhos destaca-se pela avicultura; Foz do Iguaçu concentra o turismo e registrou mais de 5,8 milhões de visitas em 2025.

O Paraná movimenta bilhões com capitais produtivas que vão além de geografia. Quase 40 dos seus 399 municípios funcionam como polos de setores específicos, somando R$ 765 bilhões por ano e colocando o estado na quarta posição da economia brasileira. Em 2024, a indústria respondeu por cerca de 25% do PIB estadual.

Essa organização regional envolve mais de 25 mil parques fabris, 562 mil empregos formais e uma cadeia que gera 3,3 milhões de empregos indiretos. A indústria paranaense cresceu acima da média nacional, com impactos de produção, emprego e exportação. Edson Vasconcelos, presidente da Fiep, ressalta esse ritmo.

Capitais produtivas visitadas pela Gazeta do Povo

Cianorte, no noroeste, é a Capital Nacional do Vestuário, integrando o segundo maior polo de confecções do país e impulsionando o PIB per capita a cerca de R$ 50 mil. A ExpoVest e a presença de mais de 450 grifes fortalecem a marca local.

Apucarana, norte, é a Capital Nacional do Boné, com entre 4 e 5 milhões de bonés produzidos mensalmente. O polo envolve mais de 2 mil empresas e empregos diretos e indiretos que somam cerca de 20 mil. O município trabalha para obter o selo de Indicação Geográfica.

Arapongas, também no norte, é a Capital Moveleira Nacional, com quase 330 indústrias moveleiras. Em 2024, o setor faturou cerca de R$ 5 bilhões, respondendo por quase 10% do PIB nacional do segmento.

Ponta Grossa, Campos Gerais, ficou conhecida como a Capital Paranaense da Cerveja. A Heineken e a Ambev operam unidades que, somadas, superam 8 milhões de hectolitros anuais. A integração da cadeia, da cevada ao envase, fortalece o polo regional.

União da Vitória, sul, recebe o título de Capital da Madeira, com foco em portas decorativas, esquadrias e painéis. No oeste, a madeira representa grande parcela das vagas industriais, com exportações para mercados internacionais.

Nova Aurora, oeste, é a Capital Nacional da Tilápia desde 2019. O município tem 13,7 mil habitantes e responde por 3,6% da produção nacional de tilápia. Um frigorífico da Copacol processa cerca de 200 mil peixes por dia e gera centenas de empregos.

Dois Vizinhos, sudoeste, destaca-se pela avicultura. O estado lidera a produção de frango no Brasil, e a região soma contribuições expressivas para o setor nacional, com impactos diretos na economia local.

Foz do Iguaçu, oeste, mantém o título de Capital do Turismo do Paraná. Em 2025, o município recebeu mais de 5,8 milhões de visitas, com metade ligadas ao turismo como motor da economia local.

Diversificação e impacto regional

A indústria paranaense é reconhecida pela diversidade: têxtil, móveis, bebidas, infraestrutura de madeira e agroindústria. O estado contribui com cerca de 7,1% da produção industrial nacional, segundo o IBGE, mantendo relevância em alimentos, papel, madeira e celulose.

A multiplicação de empregos formais na indústria gera efeitos diretos e indiretos que fortalecem pequenas cidades. A visão de longo prazo aponta para uma terceira posição na economia brasileira em menos de uma década, com metas ambiciosas de transformação estrutural.

Conclusão de etapa produtiva

A estratégia regional se sustenta na integração de cadeias, escala industrial e inovação tecnológica. Segundo especialistas, as capitais paranaenses representam décadas de trabalho, reinvenção produtiva e especialização, convertendo localidades pequenas em grandes polos de competitividade.

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