- O dólar fechou em R$ 5,165, queda de 0,17% em relação ao dia anterior.
- Nesta semana, o dólar teve alta de cerca de 2% ante o real, puxada por decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
- Na bolsa, o índice Ibovespa ficou em torno de 168.100 pontos, cediando 0,08% por volta das 14h20, com a semana ainda próxima de queda de quase 2%.
- O dólar subiu após o Fed manter a taxa de referência estável e o Banco Central do Brasil cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, com incertezas sobre novas mudanças futuras.
- No exterior, o preço do petróleo Brent caiu, com o mercado avaliando sinais de acordo de paz e a atuação do Fed, influenciando o humor financeiro global.
O dólar recuou nesta sexta-feira, mas encerrou a semana com valorização frente ao real. O câmbio fechou em R$ 5,165, queda de 0,17% ante o fechamento de ontem. Na semana, sobe cerca de 2% frente ao real.
A alta semanal foi puxada pela atuação dos bancos centrais. O Fed manteve a taxa, enquanto o Banco Central do Brasil reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual. Mesmo assim, as incertezas sobre juros locais e externos permaneceram.
O Ibovespa, índice das ações da B3, operou próximo da estabilidade ao meio da tarde, em 168.100 pontos, queda de 0,08%. Na semana, o índice acumula recuo próximo de 2%.
Exterior e motivos de mercado
O petróleo Brent para agosto ficou em torno de US$ 79,90 o barril, queda semanal de quase 9%. Analistas destacam que o aperto gradual do Fed e a continuidade de riscos geopolíticos alimentam volatilidade cambial.
Economistas apontam que o ambiente global segue complexo, com expectativa de novos movimentos de política monetária. O dólar tende a se manter entre ganhos e perdas, diante de sinais divergentes entre EUA e Brasil.
Desempenho corporativo e movimentos de mercado
Entre os ativos, Oncoclínicas avançou quase 20% com a perspectiva de recuperação extrajudicial em até três semanas, segundo apuração do Valor. O mercado avaliou o rompimento de liquidez da empresa após choque financeiro anterior.
Braskem caiu cerca de 12% na semana, refletindo a mudança de controle e o processo envolvendo danos ambientais em Maceió. Analistas alertam para liquidez e possível diluição de minoritários.
GPA subiu novamente, após anúncio do novo acionista majoritário. Silvio Tini, pela Bonsu, assume participação de 25,8%, com a família Coelho Diniz reduzindo para 24,9%. Casino permanece com ~20%.
Suzano aprovou a conversão total das ações preferenciais em ordinárias, com grupamento 3 para 1. Todos os acionistas passam a ter direito a voto, mantendo o valor investido.
Petrobras ampliou o refino para reduzir importação de diesel de 29% para 15%. As ações recuaram 6,6% na semana, em meio a perspectivas de autonomia energética para o país.
A Embraer comunicou juros sobre capital próprio de R$ 200 milhões. A B3 aprovou R$ 1,1 bilhão em JCP, e a Lojas Renner divulgou R$ 220,4 milhões. Cemig anunciou R$ 630,5 milhões via JCP.
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