- O super El Niño pode pressionar a conta de luz em 2027, levando o ONS a acionar mais as termelétricas para preservar reservatórios.
- O Preço da Liquidação das Diferenças (PLD) pode ficar entre R$ 150/MWh e R$ 200/MWh no segundo semestre de 2026, com variações conforme as condições hidrológicas e operativas.
- O efeito regional varia: Sul tende a ter chuvas mais fortes; Norte e Nordeste podem enfrentar menor precipitação, impactando o balanço energético e os preços em 2027.
- A bandeira tarifária deve permanecer amarela até novembro, com possível bandeira verde em dezembro; temperaturas elevadas podem aumentar a demanda e a volatilidade dos preços.
- Empresas do setor, como Copel e CPFL, já investem em contingência: contratação de eletricistas, uso de ferramentas de inteligência artificial para planejamento e melhorias em infraestruturas e operações.
O super El Niño, previsto para os próximos meses, pode pressionar a conta de luz em 2027. O destaque é o possível maior acionamento de termelétricas para preservar reservatórios das hidrelétricas, elevando o custo da energia para consumidores e empresas.
A tendência depende da evolução hidrológica e das chuvas no próximo período úmido. Especialistas apontam que regiões do Sul podem ter chuva mais intensa, enquanto o Norte e o Nordeste podem enfrentar redução de precipitação a partir de novembro. Esses padrões afetam o equilíbrio entre oferta e demanda.
Segundo a Thymos, o Preço da Liquidação das Diferenças (PLD) pode ficar entre R$ 150 e R$ 200 por MWh no segundo semestre de 2026, com variações ao longo dos meses e do dia, conforme condições climáticas e operativas. A projeção ainda indica influência de temperaturas elevadas na demanda e na volatilidade de preços.
A projeção aponta bandeira tarifária amarela até novembro e possibilidade de bandeira verde em dezembro. A variação de custos também depende do comportamento dos reservatórios e da necessidade de acionar mais usinas termelétricas para manter o abastecimento.
O papel da Aneel é destacado como crucial para coordenar ações entre distribuidoras, transmissoras e geradoras. Em cenários extremos, medidas de contingência e monitoramento via satélite ajudam a mitigar impactos na rede e no atendimento aos clientes.
Empresas do setor já trabalham para reduzir impactos. A Copel está contratando eletricistas e investe em uma ferramenta de IA para prever impactos de eventos climáticos, enquanto a CPFL realizou ajustes estruturais em subestações para evitar inundações e manter funcionamento em risco de cheias.
Para especialistas, o risco de apagões não é equiparado, mas o custo da energia tende a subir se o El Niño for mais severo. A expectativa é de que o custo e a necessidade de gestão integrada permaneçam como temas centrais em 2027, com possíveis efeitos até 2028 caso a intensidade do fenômeno se maintain.
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