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Importação de fertilizantes dos EUA com origem no Oriente Médio zerou em maio

Importações dos EUA de fertilizantes vindos do Oriente Médio caem a zero em maio, após o fechamento do Estreito de Ormuz, elevando custos e riscos para safras

Uma colheitadeira colhe trigo na zona rural de Hasakah, na Síria 15 de junho de 2026
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  • As importações dos EUA de fertilizantes vindos de portos do Oriente Médio caíram para zero em maio, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz.
  • Houve queda de quarenta e quatro por cento nas importações gerais de nutrientes para culturas em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • O Estreito de Ormuz é um eixo crucial, respondendo por cerca de um terço do comércio global de fertilizantes, com tráfego paralisado após ataques ao Irã no fim de fevereiro.
  • A ureia do Catar teve fornecimento interrompido, e houve redução no fluxo de enxofre e amônia; os preços globais de fertilizantes subiram cerca de vinte por cento entre fevereiro e maio.
  • Em maio de 2026, as importações vindas de portos afetados caíram de 93.550 toneladas métricas para zero, e o total de importações dos EUA caiu de 991.322 para 552.767 toneladas métricas.

As importações dos EUA de fertilizantes oriundos de portos do Oriente Médio zeraram em maio, segundo a Descartes Datamyne. A paralisação ocorreu por conta do fechamento do Estreito de Ormuz, causado por ações militares entre EUA, Israel e Irã.

A queda levou a uma redução de 44% nas importações norte-americanas de nutrientes para culturas frente ao mesmo período de 2025. A região do Golfo representa parcela relevante do abastecimento global.

O fornecimento de ureia, proveniente da maior unidade mundial no Catar, ficou interrompido, assim como fluxos de enxofre e amônia. Esses cortes contribuíram para alta de preços e preocupação com estoques.

Entre os números, as importações de fertilizantes vindos de portos afetados caíram de 93.550 t em maio de 2025 para zero neste ano. O total de fertilizantes importados pelos EUA também recuou, de 991.322 t para 552.767 t.

A FAO aponta alta global de cerca de 20% nos preços entre fevereiro e maio, sustentada pela importância da região no fornecimento de ureia, amônia e enxofre. Já os preços de nitrogenados recuaram, enquanto os fosfatados se mantêm elevados.

Os Estados Unidos costumam aumentar as compras no início do ano civil para formar estoques de plantio. Em fevereiro de 2026, as importações chegaram a 464.253 t, caindo nos meses seguintes, segundo a Descartes Datamyne.

Agricultores americanos, que cultivam milho, trigo, soja e sorgo, enfrentam custos mais altos com fertilizantes e combustíveis, agravados por seca, insumos elevados e políticas tarifárias associadas ao governo.

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