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Legado e sotaque local moldam marcas de bebidas em 2026

Relatório aponta Heineken líder entre Gen Z; moderação substitui o excesso e a Copa funciona como vitrine, elevando perspectivas de crescimento até 115%

Imagem: Divulgação/DBP
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  • Novo relatório da Design Bridge and Partners analisa marcas de bebidas na América Latina e aponta a Heineken em liderança, especialmente junto à geração Z.
  • Marcas históricas como Skol e Brahma têm alta familiaridade, mas menor força de marca entre a Gen Z; Tanqueray e outras destiladas ganham espaço na tendência de “novas bebidas”.
  • Em dois mil e vinte e seis, o prazer persiste, mas o excesso perde status, com moderção, autocontrole e leveza ganhando importância na experiência de consumo.
  • Três forças redesenhando o setor: legado da marca, uso de sotaque local na comunicação e surgimento de novas categorias, como drinques prontos.
  • A Copa do Mundo é vista como vitrine e aceleradora, com projeções de crescimento de até cento e quinze por cento frente à edição anterior; estudo utiliza dados do Brand Asset Valuator e do Brand Momentum Index.

A carta de mudanças para as marcas de bebidas na América Latina ganha fôlego com um novo relatório da Design Bridge and Partners. O estudo aponta que o movimento é puxado pela valorização do legado aliado a sotaques locais, com a marca Heineken liderando as mudanças junto à Gen Z. Marcas históricas, como Skol e Brahma, aparecem com alta familiaridade, mas menor força entre a geração mais jovem.

Tanqueray, da Diageo, desponta entre destilados, fortalecendo o papel das bebidas novas em deslocar o domínio das cervejas. Em 2026, o prazer continua presente, porém o excesso perde status. Moderação, autocontrole e leveza passam a ser os novos indicadores de participação na experiência de consumo.

O estudo utiliza dados do BAV, escuta de redes sociais e um modelo preditivo próprio, o Brand Momentum Index, para mapear tendências. Segundo o relatório, o valor de uma marca depende cada vez menos do passado e mais da capacidade de decodificar novos desejos e códigos de design.

Copa como vitrine

A Copa do Mundo surge como vitrine e aceleradora do consumo coletivo, sobretudo em bares, restaurantes e eventos. As marcas do setor preveem crescimento de até 115% em relação à edição anterior do torneio, conforme o levantamento.

Além disso, o relatório observou que a competição oferece espaço para explorar ações de comunicação com sotaques locais e para criar novas categorias, como drinques prontos. A pesquisa utilizou o BAV, tendências, escuta digital e o BMI para embasar as projeções.

Felina na rua

Executivos que deixaram a Lew’Lara TBWA no início do ano anunciaram a criação da agência Felina. Marcia Esteves, Andreia Abud, Elise Passamani, Raquel Messias e Rodrigo Tórtima integram o time, que já tem o Edifício Copan como primeiro cliente. Marcia Esteves assume a posição de CEO, com a ABAP atuando como apoiadora institucional.

Segundo a gestão, a Felina desenvolverá o novo posicionamento e a identidade visual do Copan, com apresentação prevista para breve. A agência surge como movimento de renegociação de atuação de alguns grupos da publicidade brasileira.

Copa do Mundo e referências de mídia

O panorama da publicidade em torno da Copa de 2026 ganha relevância, com reforço de mensagens ligadas a marcas de vestuário e campanhas criativas. O conteúdo sobre esse tema tem sido objeto de cobertura em veículos de agências, com foco em estratégias de marketing para o torneio.

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