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Mapeamento mostra concentração do mercado editorial brasileiro no Sudeste

Levantamento aponta hiperconcentração: 70% das editoras estão em São Paulo e Rio de Janeiro, responsáveis por 97% da receita do mercado editorial

Visão da Flipelô 2024, a Festa Literária Internacional do Pelourinho, em Salvador
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  • Brasil tem 1.047 editoras; 77% estão na região Sudeste e 70% ficam apenas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
  • A distribuição regional inclui 13% no Sul, 5% no Nordeste, 3% no Centro-Oeste e 2% no Norte.
  • A receita do mercado editorial está majoritariamente no Sudeste: 97%.
  • O estudo evidencia desigualdade geográfica na produção de livros no país.
  • Destaca a necessidade de políticas públicas para descentralizar o setor e fortalecer cadeias literárias em outras regiões.

O mapeamento do mercado editorial brasileiro, apresentado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros em parceria com a Nielsen, revela concentração regional. O estudo aponta que 70% das editoras estão em São Paulo e Rio de Janeiro, com 77% localizadas na região Sudeste.

Ao todo, o Brasil tem 1.047 editoras. Dos locais, 13% ficam na região Sul, 5% no Nordeste, 3% no Centro-Oeste e 2% no Norte. Quando o faturamento é considerado, 97% da receita do setor vem do Sudeste.

A pesquisa destaca a desigualdade geográfica na produção de livros. Kin Guerra, editor da Solisluna, comenta que há hiperconcentração de editoras, distribuidoras e gráfica em áreas próximas, dificultando a inserção de iniciativas nos demais estados.

Patrícia Vasconcellos, da Pó de Estrelas, afirma que custos logísticos para participar de festivais e eventos costumam ser elevados fora dos grandes centros, o que reduz visibilidade de obras de regiões menos favorecidas.

Descentralização como foco

Os produtores defendem políticas públicas voltadas para editoras regionais, formação de leitores e fortalecimento de cadeias locais. A ideia é favorecer produção, distribuição e circulação de livros em outras regiões, reduzindo a dependência do eixo SP-RJ.

Segundo os editores, não há culpados, mas um circuito que se retroalimenta, tornando necessária a descentralização para ampliar bibliodiversidade e oportunidades de leitura.

Outros desdobramentos no setor

A Câmara Brasileira do Livro passa a oferecer o registro ISNI para criadores brasileiros, facilitando identificação de autores e direitos autorais, além de evitar ambiguidades de nomes.

A editora Mariana Delfini assinou com a Todavia para lançar seu primeiro livro, intitulado Meu Querido, uma obra em prosa descrita como autoficção sobre relações amorosas. O lançamento está previsto para este ano.

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