- Sexta-feira com agenda esvaziada e liquidez reduzida, já que mercados dos Estados Unidos estão fechados pelo feriado de Juneteenth.
- Tráfego no Estreito de Ormuz começou a retornar, com pelo menos seis petroleiros passando após o memorando EUA-Irã; petróleo sem grande variação. Brent a US$ 79,35 e WTI a US$ 76,85.
- Apesar de sinais de fim do conflito, os impactos econômicos seguem sendo avaliados pelos mercados, mantendo a incerteza sobre juros.
- Federal Reserve manteve os juros no seu nível atual, com leitura mais conservadora sobre próximos movimentos.
- No Brasil, o Copom aponta cenário aberto: 66% dos agentes esperam manutenção da Selic em 14,25%, 30% projetam queda de 0,25 ponto percentual e 3% aguardam alta.
- E, mesmo com o cessar-fogo, efeitos da guerra devem demorar a se traduzir em indicadores; dados de inflação e atividade vão orientar novas revisões de juros.
Se a guerra acabou, por que o cenário de juros continua incerto? A sexta-feira ficou com agenda fraca e liquidez reduzida nos mercados dos EUA, por feriado de Juneteenth. Investidores monitoram o acordo entre EUA e Irã e seus efeitos sobre o petróleo, além das decisões dos bancos centrais.
O tráfego no Estreito de Ormuz já começou a se normalizar, segundo Nikkei Asia, com pelo menos seis petroleiros passando pela rota. A retirada de tensões contribui para movimentos mais estáveis nos fundamentos do petróleo, ainda que os efeitos sejam observados com cautela.
Com o petróleo sem grandes oscilações, o Brent caiu para US$ 79,35 por barril, às 7h15, baixa de 0,63%. O WTI subia 0,33%, para US$ 76,85. Movimentos dependem do andamento do acordo e do impacto no abastecimento global.
Além disso, o mercado acompanha a trajetória da inflação e de dados de atividade econômica. O Federal Reserve manteve os juros estáveis na última reunião, em linha com uma postura mais conservadora. Ainda há expectativas de novas sinalizações.
No Brasil, o Copom sinalizou abertura para manter a Selic em 14,25%, segundo o Termômetro do Copom do Valor Investe. Cerca de 66% das apostas apontam manutenção, 30% projetam queda de 0,25 ponto percentual e 3% projetam alta.
Por que o cenário ainda está em aberto? Ainda sem cessar-fogo definitivo, a economia mundial enfrenta incertezas sobre o tamanho dos impactos da guerra. Cadeias produtivas, custos de transporte e expectativas de consumidores devem demorar a se ajustar.
Os próximos dados de inflação e atividade serão decisivos para medir a intensidade dos impactos sobre preços. Enquanto isso, apostas sobre juros permanecem sujeitas a revisões, influenciando mercados desenvolvidos e emergentes, incluindo o Brasil.
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