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Tesouro Direto tem novo dia de altas: IPCA+8,4% e prefixados acima de 14,7%

Tesouro Direto registra nova alta de taxas; IPCA+ 2032 rende 8,44% ao ano e prefixados acima de 14,7%, com curva de juros pressionada a patamares históricos

Tesouro Direto: as taxas do Tesouro Direto têm um novo pregão de alta nesta sexta-feira
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  • Nesta sexta-feira, 19, o Tesouro IPCA+ 2032 abriu com ganho real de 8,44% ao ano, atingindo patamar próximo do teto da sessão anterior.
  • Os vencimentos longos seguem altos: IPCA+ 2040 em 7,50% ao ano e IPCA+ 2050 em 7,16% ao ano; os prefixados 2029 e 2032 ficam em 14,81% e 14,79% ao ano, respectivamente.
  • A volatilidade dos títulos do Tesouro continua elevada, com níveis de retorno muito altos que não convertem rapidamente em demanda estável.
  • Acordo entre Estados Unidos e Irã, anunciado no início da semana, ajudou a reduzir as taxas, mas especialistas veem espaço limitado para queda no curto prazo.
  • Na quinta-feira, o IPCA+ 2032 atingiu 8,51% ao ano, o maior nível da série histórica; houve interrupção nas negociações por excesso de oscilação, com apenas títulos Selic sendo negociados entre meio-dia e três da tarde.

O Tesouro Direto abriu em alta nesta sexta-feira (19), com taxas de títulos públicos em patamares elevados. O destaque ficou por conta do IPCA+ 2032, que chegou a 8,44% de ganho real ao ano na abertura, acima do fechamento da sessão anterior.

Nas maturidades mais longas, as remunerações permaneceram altas, sem grandes variações. O IPCA+ 2040 pagava 7,5% ao ano e o IPCA+ 2050, 7,16%. Entre as opções prefixadas, o papel com vencimento em 2029 rendia 14,81% ao ano, enquanto o 2032 oferecia 14,79%.

Volatilidade e cenário de juros

Os títulos do Tesouro seguem negociados em níveis recordes de taxa nas últimas semanas, com o IPCA+ 8% mantendo retorno elevado, mas sem convencer plenamente o mercado. A possibilidade de acordo entre EUA e Irã também influenciou as curvas, reduzindo as taxas de forma marginal.

A volatilidade foi suficiente para levar o Tesouro a interromper negociações em alguns momentos na quinta-feira, mantendo apenas operações no Tesouro Selic entre 12h e 15h. A curva de juros brasileira continua pressionada pela desancoragem da inflação.

Perspectivas e sinais de política monetária

Especialistas apontam que mudanças nas comunicações de política monetária contribuíram para a elevação da curva. O tom mais dovish do Banco Central, aliado a sinais do Federal Reserve de possíveis altas de juros, ampliou a incerteza e a volatilidade. O DI futuro reagiu com abertura maior nos vencimentos longos.

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