- Vendas de veículos eletrificados cresceram no Brasil: de janeiro a abril de dois mil e vinte e seis foram emplacados mais de cento e trinta e oito mil veículos, avanço de noventa e sete por cento frente ao mesmo período do ano anterior.
- Em São Paulo, a Lei nº dezoito mil quatrocentos e três de dois mil e vinte e seis garante ao morador o direito de instalar o wallbox na vaga privativa, mas nem todos os edifícios possuem infraestrutura elétrica para atender a demanda.
- A instalação em condomínios é cara e complexa: pode exigir readequação do quadro elétrico, aumento de capacidade da concessionária ou migração para a rede de média tensão, com custos que vão de dois mil reais a mais de quarenta mil reais, dependendo da distância até o quadro.
- O principal obstáculo em prédios antigos é técnico e financeiro, não jurídico, com necessidade de aprovação condominial e gestão do consumo entre unidades.
- Há avanços de montadoras em sistemas de recarga ultra rápida, que poderiam atender em poucos minutos, mas a disponibilidade ao consumidor ainda não é imediata.
A venda de carros elétricos segue em ritmo acelerado no Brasil, com crescimento expressivo entre janeiro e abril de 2026. Foram emplacados mais de 138 mil veículos eletrificados, alta de 97% frente ao mesmo período do ano anterior, segundo a Fenabrave.
Apesar da demanda, instalar uma estação de recarga fixa em garagens de condomínios não é simples. Em São Paulo, uma lei de 2026 garante ao morador o direito de instalar o wallbox em vaga privativa, mas nem todos os edifícios dispõem de infraestrutura elétrica adequada.
A exigência técnica envolve atender normas de segurança do Corpo de Bombeiros, como a IT-41, além de questões de infraestrutura compartilhada, aprovação condominial e gestão do consumo. Pode haver necessidade de readequar o quadro elétrico e ampliar a capacidade da rede ou migrar para média tensão, com custos relevantes.
Desafios em condomínios antigos
A instalação costuma demandar deslocamento entre o quadro geral de energia e a vaga de garagem, elevando o custo. O gasto inicial pode começar em torno de mil a dois mil reais, mas pode superar 40 mil reais em casos complexos.
Para o setor, a principal dificuldade não é apenas jurídica, mas técnica e financeira. Edifícios mais antigos, criados sem previsões de recarga, exigem planejamento cuidadoso de engenharia, orçamento e prazo de implementação.
Estimativas de custo e prazos variam conforme a distância até o quadro elétrico e a necessidade de infraestrutura adicional. O processo envolve também negociação entre moradores, síndico e concessionária de energia.
Ainda não há disponibilidade generalizada de soluções de recarga ultrarr rápidas. Montadoras trabalham nesse desenvolvimento, com propostas de abastecer veículos em minutos, mas a implantação ao consumidor levará tempo.
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