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Cervejas premium ampliam mercado no Brasil e intensificam disputa por clientes

Mercado brasileiro de cervejas premium acelera disputa entre Ambev e Heineken, com consumidores buscando origem, sabor e inovação

Consumo global de cerveja deve alcançar 1 bilhão de copos de 500 ml durante a Copa do Mundo. (Foto: Jonathan Campos/AEN-PR)
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  • O mercado de cervejas premium e superpremium cresce, com consumidores buscando origem dos ingredientes, tipo de malte e experiência de consumo.
  • A AB InBev informou desempenho sólido no Brasil no 1º trimestre, ganhando participação nas categorias premium e superpremium e mantendo ou ampliando presença em 75% dos mercados em que atua.
  • O crescimento das cervejas premium é impulsionado pela mudança de comportamento do consumidor brasileiro, que quer mais opções, ocasiões e variedade; as cervejas premium já correspondem a cerca de 25% do mercado, com marcas como Stella Artois Pure Gold e Michelob Ultra em destaque.
  • Ambev e Heineken disputam o segmento premium; a Ambev liderou a categoria no Brasil no terceiro trimestre do ano anterior, enquanto a Heineken aponta disputa de preços e reconhecimento da participação de mercado.
  • A Copa do Mundo de 2026 deve elevar o consumo global de cerveja, estimado em cerca de 1 bilhão de copos de 500 ml, com aumento anual previsto entre 0,2% e 0,3% em 2026.

A evolução do mercado brasileiro de cervejas premium altera o radar de decisão de compra. Consumidores passam a considerar origem dos ingredientes, tipo de malte e experiência de consumo. A disputa entre grandes fabricantes se concentra nos segmentos premium e superpremium, com foco em pureza da receita, identidade das marcas e sabor, além de preço e volume.

Para o público, o crescimento das cervejas premium reflete mudança de comportamento. O consumidor busca mais variedade, opções e ocasiões de consumo. A diversificação do portfólio das empresas tem ampliado a presença nesse segmento, que já representa cerca de 25% do mercado brasileiro.

Na prática, Ambev e Heineken disputam espaço nesse nicho, que tem mostrado ganhos de participação. A Ambev informou desempenho sólido no primeiro trimestre, com impulso vindo da categoria premium e superpremium, mantendo ou aumentando participação em 75% dos mercados onde atua. A disputa envolve também a percepção sobre balanceamento entre preço e qualidade.

A disputa entre as duas gigantes é acompanhada por análises de mercado. A Heineken contesta números oficiais de liderança da Ambev na categoria premium, atribuindo parte da evolução a estratégias de preços nos pontos de venda. Relatórios observam transformação do mix brasileiro, com a participação do segmento premium subindo de cerca de 5% para 25% em pouco mais de uma década.

Participação e inovação no segmento premium

Dados da indústria indicam que marcas como Stella Artois Pure Gold e Michelob Ultra ganham espaço à frente de consumidores que buscam opções com menos calorias e carboidratos. O Brasil aparece como plataforma de inovação para o setor, segundo executivos.

A redução de peso da bebida, combinada a estratégias de portfólio, tem sido destacada por executivos da Ambev como diferencial para manter o crescimento dentro do segmento. O olhar é de manter a liderança reconhecida no premium, com lançamentos e reposicionamentos que acompanham tendências de consumo.

Copa do Mundo e projeções globais de consumo

A Copa do Mundo de 2026 é apontada por James Jefferies como fator de impulso para o consumo global de cerveja, com estimativa de aumento próximo a 1 bilhão de copos de 500 ml. O torneio terá 48 seleções e 104 jogos, ampliando o período de maior consumo.

Segundo a Jefferies, esse crescimento resulta em cerca de 5,9 milhões de hectolitros adicionais no ano, equivalente a 1 bilhão de copos. A projeção considera que a competição eleva volumes em 0,3% ao longo do ano, com impactos nos principais mercados da indústria.

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