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Copa do Mundo não impulsiona hotéis nos EUA e deixa quartos vazios

AHLA: reservas de hotéis nos EUA ficam aquém do esperado, com exceções em Miami e Atlanta; bloqueio de quartos pela FIFA teria pressionado a oferta

Lugares vazios no jogo Qatar e Suíça em São Francisco, nos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo 2026
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  • A Copa do Mundo de 2026 não puxou as diárias de hotéis como esperado nos EUA; reservas ficam abaixo das projeções em quase todas as cidades-sede.
  • San Francisco é o caso mais emblemático, com ocupação abaixo do previsto e preços estáveis, mesmo com o evento na região.
  • A AHLA aponta que a FIFA bloqueou e depois cancelou grande parte de quartos, gerando excesso de oferta e distorção nas previsões de receita e planos dos hotéis.
  • Em cidades como Los Angeles, Boston, Dallas, Filadélfia e Seattle, parte relevante dos hotéis ficou abaixo das projeções. Em Los Angeles, cerca de setenta por cento dos estabelecimentos ficaram aquém das expectativas.
  • Miami e Atlanta são as exceções, com reservas em linha ou acima das expectativas; analistas seguem avaliando o potencial de fases eliminatórias para elevar a procura.

A Copa do Mundo de 2026 ainda não gerou o impulso esperado no setor hoteleiro dos EUA. Um relatório da American Hotel & Lodging Association (AHLA) mostra reservas abaixo das projeções em quase todas as cidades-sede, com exceção de Miami e Atlanta.

San Francisco é o caso mais ilustrativo. Hotéis registram ocupação abaixo das expectativas e preços estáveis, mesmo com a competição em andamento. A AHLA aponta que a FIFA bloqueou grandes blocos de quartos para uso próprio e, posteriormente, cancelou até 70% dessas reservas em algumas cidades.

Além da Califórnia, cidades como Los Angeles, Boston, Dallas, Filadélfia e Seattle também apresentam desempenho abaixo do esperado. Em LA, cerca de 70% das propriedades relataram ocupação aquém do previsto para o período da Copa, o que pode ter afastado turistas de verão.

A discrepância contrasta com projeções da FIFA do ano anterior, que estimavam até 185 mil empregos e US$ 17,2 bilhões de impacto no PIB dos EUA. A AHLA alerta que menos visitantes internacionais pode reduzir esse efeito econômico.

Miami e Atlanta aparecem como exceções. Em ambas, as reservas ficam em linha ou acima do que era esperado, com Miami liderando a demanda entre todas as sedes, puxada tanto pela Copa quanto pelo turismo de lazer.

Distribuição de jogos e impactos por cidade

Especialistas destacam que a distribuição dos jogos influenciou o desempenho. San Francisco recebeu poucos países com forte apelo turístico, enquanto a seleção brasileira joga em Miami, onde há indícios de maior movimento turístico.

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