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Estatais: principais fatores da ineficiência

Privatizações elevam produtividade e crescimento; Vale, Telebras e Embraer mostram ganhos de eficiência e expansão de serviços

Phenom 100EX, jato de entrada da Embraer, em instalação da companhia em São Paulo
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  • O presidente Lula afirmou que estatais não são menos eficientes, mas o texto apresenta motivos para o desempenho inferior em relação ao setor privado.
  • As estatais existem para suprir falhas de mercado e crédito de longo prazo, não apenas para lucro.
  • No Brasil, privatizações de Vale, Telebras e Embraer são citadas como exemplos de aumento de produtividade e crescimento econômico.
  • Duas causas da ineficiência citadas: mudanças de direção a cada poucos anos e a submissão a regras de concorrência pública, que geram atrasos.
  • A privatização da Eletrobras é apontada como exemplo de melhoria de eficiência, em contraste com críticas de Lula sobre o tema.

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não é verdade que as estatais sejam inerentemente menos eficientes; a reportagem aponta que há várias razões para o desempenho abaixo do setor privado. Entre elas, o fato de que estatais costumam atuar para suprir falhas de mercado, não apenas para lucrar.

A escassez de crédito de longo prazo, a dificuldade de acesso a financiamentos externos e a falta de fontes governamentais são citadas como entraves. Quando o sistema financeiro evolui e aparecem gestores privados capazes, a privatização passa a ser discutida como forma de elevar produtividade e crescimento.

> No Brasil, casos de privatização costumam ser usados para ilustrar ganhos. A Vale, Telebras e Embraer são citadas como exemplos em que o setor privado ampliou a produtividade e a participação no mercado global, segundo a avaliação apresentada.

Casos de privatização no Brasil

A Vale passou a ter crescimento acelerado após a transição para o setor privado, ampliando sua posição entre as maiores do mundo. A Telebras ajudou a popularizar o serviço de telefonia móvel, reduzindo filas e facilitar o acesso a linhas. A Embraer passou a ser líder na fabricação de jatos de grande porte.

Duas causas são apontadas como centrais para a ineficiência relativa das estatais. A primeira é a mudança de direção governamental a cada poucos anos, que pode reorientar metas de forma abrupta. A segunda é a adesão às regras de concorrência pública para compras e mudanças estruturais, processo que pode gerar judicialização e atrasos, como no caso citado do Banco do Brasil, que demorou para modernizar seu parque de computadores.

Em relação à Eletrobras, a privatização é apresentada como exemplo de melhoria de eficiência. Lula, segundo a apuração, afirmou que a privatização da companhia foi um prejuízo para o país, e mostrou resistência em reconhecê-la como estatal novamente, o que envolve discussões sobre reverter o processo.

A reportagem observa que o tema envolve decisões de política pública, eficiência econômica e competição, com impactos diretos sobre serviços, custos e produtividade da economia.

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