- Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade, passando a 65ª posição entre 70 países.
- Gargalos identificados incluem formação completa (matemática, português e linguagem) desde o ensino básico até a formação técnica, além de burocracia excessiva.
- A informalidade no mercado de trabalho é apontada como dificultadora de incorporação de mão de obra qualificada e de melhoria da produtividade, junto com problemas logísticos e carga tributária.
- Países no topo, como Singapura, Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos, são destacados pela visão estratégica de longo prazo e por processos bem estruturados.
- Medidas de curto prazo passam por pressão política para priorizar a formação e pelo papel ativo das empresas em treinamento e inovação.
O Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade, passando a ocupar a 65ª posição entre 70 países avaliados. O recuo acende alerta sobre a capacidade do país de atrair investimentos, gerar negócios e empregos, segundo estudo divulgado recentemente.
Em entrevista à CNN Brasil, o professor Carlos Honorato, da FIA Business School, apontou gargalos que impactam a competitividade brasileira. Ele afirmou que os entraves aparecem em várias frentes, tornando difícil identificar um único fator decisivo.
Entre os principais problemas, Honorato citou a formação das pessoas, que precisa abranger matemática, português e linguagem desde o ensino básico até a formação técnica. Segundo ele, há déficit de proficiência que compromete a produtividade.
Outro fator apontado é a burocracia sistêmica e entraves legislativos. O especialista explicou que o ambiente de negócios fica mais complexo com leis empresariais e normas que dificultam procedimentos. Ele destacou a importância da clareza regulatória.
Informalidade no mercado de trabalho também foi citada como obstáculos à incorporação de mão de obra qualificada e à melhoria da produtividade, mesmo em setores de alta tecnologia. Logística e carga tributária foram mencionadas como entraves adicionais.
Sobre os países líderes do ranking — Singapura, Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos —, Honorato destacou visão estratégica de longo prazo como diferencial. Segundo ele, esses países investem em planejamento de décadas e fortalecem processos e formação.
O professor ressaltou que o Brasil precisa adotar método e profundidade para recuperar espaço. Ele comparou o cenário interno com a prática de remendos diários em vez de estratégias estruturais de longo prazo.
Para ações de curto prazo, Honorato sugeriu pressão política pela priorização da formação de pessoas e maior participação do setor privado em treinamento e inovação. Ele afirmou que o país tem vantagens criativas, que precisam ser exploradas com planejamento.
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