- O mercado de Schuldscheine na Alemanha exige unanimidade entre credores para alterações, sem um porta-voz único para todos.
- Esse formato pode atrasar acordos e colocar empresas em risco de insolvência se houver resistência de alguns credores.
- A KTM AG apresentou um plano de insolvência aos credores no ano passado.
- Em videoconferência, mais de 100 partes participaram, sem os grandes credores corporativos habituais.
- O grupo financiador incluiu pequenas cidades alemãs, bancos chineses e fundos de pensão europeus, com pressões por termos melhores.
O mercado de dívida alemão, conhecido por sua peculiaridade, pode deixar de ser porto seguro para credores. Em crises de reestruturação, empresas enfrentam dificuldades com preços de energia mais altos e competição acirrada. O Schuldscheine, dívida comum entre médias empresas do Mittelstand, exige unanimidade dos credores para qualquer alteração, sem figura central que represente todos os financiadores.
Essa característica aumenta o risco de impasse: poucos credores relutantes podem inviabilizar acordos e colocar a empresa na órbita da insolvência. Assim, o mercado, antes visto como estável, passa por momentos de tensão e renegociação.
Recentemente, a KTM AG, tradicional fabricante austríaca de motocicletas, apresentou um plano de insolvência aos credores no ano passado. Em resposta, um grupo de credores se reuniu em videoconferência para discutir uma contraproposta.
Mais de 100 participantes participaram da chamada, mas não estiveram presentes os grandes credores corporativos habituais. A coalizão incluiu investidoras de pequenas cidades alemãs, bancos chineses e fundos de pensão europeus, com diferentes níveis de familiaridade com o caso.
A reunião foi descrita como tensa por fontes familiares ao andamento do processo. Ainda assim, a pressão exercida pelos investidores acabou estimulando a empresa a revisar seus termos de dívida, buscando maior atratividade para os credores e um caminho para evitar a insolvência.
Entre na conversa da comunidade